Corolla chega à 5ª geração: qual perde mais valor de mercado?

Estudo da KBB Brasil mostra: versão GLi, da G4, tem 4,89% de desvalorização por ano; a SE-G, pioneira no Brasil, se desvaloriza 10,19%

Foto: Toyota do Brasil/DivulgaçãoFoto: Toyota do Brasil/Divulgação

atualizado 01/11/2019 10:03

A quinta geração do Toyota Corolla fabricada no Brasil, que foi lançada há menos de um mês, tem vendido tanto que a produção esgotou – e já existe 6 mil pedidos na fila das concessionárias. É um carro admirado, certamente.  Na primeira quinzena de outubro, foi o sétimo veículo mais vendido, com 3.074 unidades (só perde para carros populares como o Chevrolet Onix, líder absoluto com 9.323, e outros como Ford Ka, Hyundai HB20 e Fiat Argo). Está na 12ª geração (mas apenas a 5ª fabricada no Brasil). 

E qual dela tem depreciação maior (ou menor)? Destrinchando dezenas de versões, um estudo da KBB Brasil crava: a GLi da G4 perde apenas 4,89% do valor por ano – e é a campeã entre todas as cinco produzidas no país. Já a versão SE-G automática, da primeira geração fabricada no Brasil (1999 a 2002), é a que mais se desvaloriza: perde 10,19% do seu valor anualmente. 

Conceito
A KKB levou em consideração todo o período de vida dos modelos analisados – e que consiste na comparação do preço atual de um veículo com os valores aplicados pelo mercado à mesma versão fabricada em anos anteriores. 

A primeira geração nacional (G1) foi produzida de 1999 até 2002; a segunda (G2), de 2003 a 2008; a terceira (G3), de 2009 a 2014; a quarta (G4), de 2015 a 2019; e a quinta (G5) começou a ser produzida no Brasil este ano, como modelo 2020.


As versões
A GLi, a XEi e a Altis são as de entrada, intermediária e topo de linha  do modelo, respectivamente:

Altis
Analisando as versões do Altis do Corolla, há uma menor diferença entre as gerações. As G4 desvalorizam 7,59%, enquanto as G3 apresentam taxas de desvalorização de 7,69% ao ano.

XEi
Apresenta índices distintos entre as gerações. O Corolla da 4ª geração desvaloriza mais: 9,02%. A XEi 1.8 16V AT automático da G2 registra a menor taxa de desvalorização: 7,36%.

 

 

 


 

SOBRE O AUTOR
Renato Ferraz

Pernambucano e jornalista desde 1988. Trabalhou em veículos como Diário de Pernambuco, no Recife; revista Veja, em Belo Horizonte; Correio Braziliense, em Brasília. Tem duas pós-graduações: uma pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais/Universidad de Navarra e outra pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Cobre o setor automobilístico há 15 anos.

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