Carro perde valor só em função do tamanho do motor? Confira

A KBB estudou a depreciação levando em conta essa condição específica: o 1.2 possui menor perda, com 6,45%; já o 1.4 deprecia 11,55%

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atualizado 16/10/2019 9:55

O motor é a parte mais importante na estrutura de um carro – e não só porque é responsável pela transformação do combustível em energia para movimentar o automóvel. As características de propulsão de um veículo possuem – e muito forte – um apelo junto aos consumidores de automóveis. 

Mas desvendar – e entender – o quanto o volume de deslocamento volumétrico do motor (popularmente referido como “cilindrada”) impacta no comportamento de depreciação dos carros parecia uma incógnita.

Vale aqui uma explicação: cilindrada é a soma do volume interno dos cilindros do motor, que pode ser expressa em litros, centímetros cúbicos ou polegadas cúbicas. Em geral, um motor 1 litro (1.0) tem 999 cm³ e um 2 litros (2.0) varia de 1.997 cm³ a 1.999 cm³.

Então, a KBB Brasil, referência em precificação de automóveis novos e usados, analisou a depreciação de 300 veículos de ano-modelo 2019 – independentemente da categoria e levando em consideração os tamanhos de seus motores – a fim de identificar o desempenho médio de cada “cilindrada” no mercado.

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Apesar de não existir um padrão para a queda de preço em relação ao tamanho dos motores, nota-se que carros com blocos maiores – que, geralmente, estão atrelados a modelos de segmentos de luxo, acima de R$ 200 mil – possuem índice de depreciação menor do que os demais. 

Dessa maneira, é possível segmentar a análise de dois modos: carros de alto luxo e carros de maior volume de mercado. Entre os veículos com maior volume de mercado, o motor 1.2 possui a menor perda de valor, com taxa de 6,45%. Em contramão, o 1.4 soma a maior depreciação com 11,55% em queda. 

Em carros maiores, de grande peso e muito luxo, aquele com motor 3.8 apresenta o menor índice com 3,43%, diferentemente do 4.0, que mais deprecia, com 8,06%.

O levantamento aponta, também, média de depreciação em 6,14% para carros de alto luxo. Já no caso dos demais carros do mercado, a taxa é maior, gerando 10,26% em perda de valor devido ao tipo de motor do automóvel.

SOBRE O AUTOR
Renato Ferraz

Pernambucano e jornalista desde 1988. Trabalhou em veículos como Diário de Pernambuco, no Recife; revista Veja, em Belo Horizonte; Correio Braziliense, em Brasília. Tem duas pós-graduações: uma pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais/Universidad de Navarra e outra pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Cobre o setor automobilístico há 15 anos.

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