Bolt, o elétrico Chevrolet, já está em pré-venda por R$ 175 mil

Hatch, que só será entregue ao consumidor no início de 2020, tem autonomia de até 416 km. O pacote de equipamentos de segurança é recheado

atualizado 04/11/2019 8:16

A General Motors promete usar, até 2050, somente fontes de energia renováveis em suas fábricas (chegou a 20% no passado). E mais (ou principalmente): ela quer entregar produtos com zero emissão de poluentes a partir da eletrificação dos seus carros. O 100% elétrico Bolt EV, embora atrasado em relação a modelos semelhantes de outras marcas, chega para abrir fronteiras. Ele finalmente começou a ser vendido no Brasil (foi anunciado no ano passado), mas em regime de pré-compra, mediante reserva, em apenas 25 concessionárias credenciadas em 12 cidades brasileiras – Brasília entre elas, claro. A entrega ao consumidor está prevista para o comecinho do ano que vem.

A demora pode ter provocado um efeito benéfico: o carro vem completo, com baterias mais modernas que garantem uma autonomia de até 416 km –  uma ida e volta a Pirenópolis, dependendo do modo de condução. Para permitir essa autonomia, um detalhe: a velocidade máxima não passa dos 148 km/h. 

Aparelhos de recarga
O Bolt virá com um carregador básico para tomadas de 220V, mas só recupera com uma hora de carga, energia para 10km. Por isso é necessário que o comprador tenha um Wallbox de 240V em casa. Custa R$ 8,3 mil, já com instalação. 

A recarga rápida fornece energia, por hora, suficiente para que o Bolt rode 40 km – média que um motorista comum percorre por dia. A recarga completa leva 10 horas, em média. Em eletropostos de alta voltagem, bastam 30 minutos de recarga – o que garante mais 160 km. 

As baterias têm 66kWh de capacidade, configuração recém-lançada nos Estados Unidos, onde o modelo é produzido. O custo estimado por quilômetro rodado do elétrico da Chevrolet é até quatro vezes inferior ao de um modelo flex do mesmo porte – e inferior ao de híbridos também.

Equipamentos
O hatch chega em versão única – a Premier, topo de linha, ao custo de R$ 175 mil. Por isso, tem um bom pacote de equipamentos. De segurança, então, é um capricho só: são 10 airbags (frontais, laterais dianteiros, laterais traseiros, de cortina e de joelho) e controle de estabilidade e tração.

E mais: assistente de permanência na faixa, alerta de ponto cego, aviso de tráfego traseiro cruzado, alerta de colisão frontal e sistema de frenagem automática com detecção de pedestres. Também vem com monitoramento de pressão dos pneus, câmera de ré e sensor de estacionamento traseiro. 

Outra novidade são as câmeras em alta definição para visão 360 graus que auxiliam manobras de estacionamento. Ficam nas extremidades do veículo, melhorando a visibilidade. E o espelho retrovisor central se transforma numa tela que projeta imagens da parte traseira em maior ângulo.

Foto: GM Mercosul/Divulgação

De conforto: controle de cruzeiro, central multimídia MyLink 3 com tela de 10,2” e compatível com Android Auto e Apple CarPlay e carregador de celular sem fio. O sistema de som é Bose.

Como todo elétrico, o crossover Chevrolet tem como ponto alto o torque: são 36,7kgfm em qualquer faixa de rotação.  Os engenheiros da marca garantem que ele faz de 0 a 100 km/h em 7 segundos, com entrega 203cv de potência.

Concorrentes

O hatch da Chevrolet tem dois diretos

Nissan Leaf: a venda por R$ 195 mil – Foto: Divulgação/Nissan
Renault Zoe: preço de R$ 149.990 – Foto: Divulgação/Renault

E mais

Todas as montadoras, por obrigação ou preocupação legal ou posicionamento de mercado, reduziram o consumo dos seus automóveis: a GM, por exemplo, baixou o de seus carros em 22% nos últimos cinco anos, mais que a média de até 15,9% do mercado.

Até os 240 mil quilômetros, as revisões do Bolt EV se concentram nas trocas de itens de desgaste decorrentes do uso, como filtro do ar-condicionado e pastilhas dos freios.

A garantia é de três anos para o veículo e de oito anos para as baterias de íon-lítio.

O Bolt tem 4.165mm de comprimento por 1.765mm de largura e 1.610mm de altura, com entre-eixos de 2.600 mm. 

Como as baterias ficam localizadas sob o assoalho plano (e o conjunto elétrico é bem compacto), o espaço interno aumenta – incluindo o porta-malas, que começa em 478 litros e vai até 1603 litros (com os bancos traseiros rebatidos).

O condutor pode, por meio Driver Center Information, consultar num gráfico de barras como a energia total está sendo usada


Cidades onde o carro será vendido

  • São Paulo;
  • Campinas (SP);
  • São José dos Campos (SP);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Brasília (DF);
  • Curitiba (PR);
  • Porto Alegre (RS);
  • Florianópolis;
  • Joinville (SC);
  • Recife (PE);
  • Vitória (ES).

 

SOBRE O AUTOR
Renato Ferraz

Pernambucano e jornalista desde 1988. Trabalhou em veículos como Diário de Pernambuco, no Recife; revista Veja, em Belo Horizonte; Correio Braziliense, em Brasília. Tem duas pós-graduações: uma pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais/Universidad de Navarra e outra pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Cobre o setor automobilístico há 15 anos.

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