Bruley, o cachorrinho de Queer Eye, morre de ataque cardíaco

O bulldog francês tinha 10 anos de idade. Raça tem predisposição para problemas no coração

Reprodução/TooFabReprodução/TooFab

atualizado 08/10/2019 16:21

A internet parou na última semana para lamentar a morte de Bruley, o cachorrinho que brilhava na série Queer Eye, da Netflix.

O bulldog francês vinha sofrendo com problemas no coração, teve um ataque cardíaco instantâneo e não resistiu.

A tutora de Bruley, Michelle Silva, escreveu uma linda homenagem ao bichinho. “Ele era hilário, teimoso, às vezes inadequado e sempre doidinho por um lanche. Ele era puro amor. Foi muito divertido capturar o espírito dele e compartilhar com todos vocês aqui. Demorei alguns dias para processar, lamentar e descobrir o que virá a seguir. Percebi que não quero parar de compartilhar o melhor de Bru. Também quero mostrar um pouco do que foi nos últimos meses, lidando com um cachorro doente com insuficiência cardíaca, à medida que mais e mais cães estão sendo diagnosticados com os mesmos problemas.”

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My whole heart. My love bug. My best friend. My constant. My soul mate. My everything. I brought him home when he was 9 weeks old on a rainy day in New York City. Ten years later on a rainy day in LA, he passed away in my arms on my bedroom floor. Bru had been suffering from heart problems, and an instant heart attack was a possibility. He just had too much love and heart for his physical body. It all happened so fast, but I held him as he took his last breath, and I was able to tell him I loved him the very most. I told him everyday I loved him more than anything in the world, and I reminded him of that over and over as he slipped out of this life. My best friend and boyfriend held us both. He gave me more than I could have ever given him, and I was able to thank him for allowing me to be his mom. He chose me. We got to experience so much together; he loved traveling on planes and looking out the window! He was the ultimate copilot in the car when he wasn’t dangerously sprawled out across my lap as I drove. He was so very loved by my family and friends and even “non dog people.” He mastered the “jump kiss,” and I always had to explain to people that he wouldn’t buy you dinner first, he just went in for the full make-out. In the last year of his life, he found fame! Over the course of 16 episodes of @queereye, in just a few moments on screen, you guys all got a glimpse of the Bru I knew and loved. He was hilarious, stubborn, sometimes inappropriate, and always a sucker for a snack. He was pure love. It’s been so fun capturing his spirit and sharing more with you all here. I’ve taken a few days to process and grieve and figure out what’s next. I’ve realized, I don’t want to stop sharing the best of Bru. I also want to show you a little of what it was like the last few months dealing with an ailing dog in heart failure as more and more dogs are being diagnosed with the same issues. I was so close to completing Bru’s website with long-awaited merch. I’ll get there in time. I’ve also been exploring non-profit opportunities and getting involved in bulldog rescue. There is so much Bru inspired, and it’s so much bigger than I even realized. (Cont. below)

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Mas quais os pets, em especial os cães, realmente podem ter problemas cardíacos?

A veterinária especialista em cardiologia Ana Paula Tristão, da Cardiopet, afirma que, assim como os humanos, cães e gatos apresentam predisposição ao desenvolvimento de doenças cardíacas com o avançar da idade. “A partir dos 7 anos, é fundamental que os tutores fiquem atentos a possíveis alterações no coração dos bichinhos”, conta.

“Em algumas raças os problemas podem aparecer ainda mais cedo, porque elas são mais predispostas ao desenvolvimento de cardiopatias, como poodle, shih-tzu, cavalier king charles, pinscher, chihuahua, spitz alemão, boxer, doberman e buldogues. Já entre os gatos, merecem atenção especial os das raças maine coon, persa e ragdoll.”

Além disso, cães e gatos podem apresentar doenças valvulares, que afetam o fluxo da circulação sanguínea, doenças miocárdicas (no músculo cardíaco) ou doenças do ritmo cardíaco, como a que afetou Bruley.

Os sintomas geralmente são tosse, cansaço, desmaios, ofegância, língua roxa e, em gatos, alterações comportamentais. Em casos graves, os pets podem ter até mesmo morte súbita.

“Para os tutores, a dica que sempre damos é: não minimize a importância dos sinais clínicos. Uma mudança no jeito do animal, por exemplo, pode ser um sintoma de uma cardiopatia grave. Procure um especialista, pois o diagnóstico envolve exames específicos”, orienta.

SOBRE O AUTOR
Zilá Motta

Graduanda em jornalismo no Centro Universitário Iesb, tem experiências como repórter e social media. Apaixonada pelo mundo pet, está atualmente como estagiária na coluna É o Bicho!

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