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Como estudar matemática? Se eu disparar essa pergunta em uma sala de aula, 100% dos alunos vão responder: “Fazendo exercícios!”

Se todos sabem por onde começar, por que boa parcela deles tem desempenho tão desastroso? O mistério é facilmente respondido quando você analisa mais profundamente como as questões são feitas e quantas delas são respondidas durante as horas de estudo da disciplina.

Geralmente, no caso das meninas, o caderno é recheado de explicações coloridas, muitos exemplos, adesivos e apenas um ou dois exercícios feitos espontaneamente. Elas, para agravar ainda mais, protelam ao máximo o início do estudo da temida matemática.

Para os meninos, a realidade é diferente: eles não copiam as explicações no caderno e solucionam os exercícios em folhas avulsas. Logo, não sabemos a quantidade de questões que foram respondidas e tampouco podemos avaliar como foram resolvidas.

O cenário mais comum é o seguinte:

  • Notas baixas em matemática
  • Ela/ele diz que estuda todo dia
  • E, de fato, para ela/ele “aquela atividade” é estudo

Sem uma análise profunda, pais e alunos constroem um mar de explicações para o mau desempenho. Nesses anos à frente de uma empresa de reforço escolar, cito as três mais consideradas:

  1. – “Vamos fazer uma investigação, possivelmente deve ser uma dificuldade de aprendizagem! TDHA, discalculia…”
  2. – “É culpa do professor da escola! Ele explica mal! Vamos lá!”
  3. – “Dá branco! Preciso trabalhar minha ansiedade!”

O motivo para resultados ruins em matemática podem ser esses, mas, antes de considerá-los, é preciso avaliar como é feito o estudo da criança ou do adolescente.

Se essa for a disciplina que seu filho apresentar maior dificuldade, ele deverá revisá-la antes de qualquer outra.

É preciso um caderno exclusivamente para exercícios, onde as informações como data, número de acertos e tempo de execução sejam descritos.

A repetição levará seu filho a superar a dificuldade. Dessa forma, estabeleça metas de quantidade de questões a serem realizadas diariamente.

Mais do que nunca, o estudo distribuído pode ser aplicado aqui, pois ajudará na frequência de resolução de questões e quando devem ser revisadas.

Lembre-se que a “forma de fazer exercícios” deverá ter sempre novas “roupagens” para ser menos monótona.

Ele pode fazer uma dobradinha de estudo com um amigo: um elabora a lista de exercícios do outro e depois submetem as respostas a um professor, como também pode ensinar alguém sobre aquele assunto e depois fazerem juntos um simulado com tempo estipulado ou também corrigir os exercícios de outros amigos.

*A série O Que Você Precisa Saber Para Estudar Melhor se propõe a ajudar pais e alunos a descobrir a melhor forma de se preparar para cada uma das disciplinas da escola. Vamos abordar assuntos como rotina, ritmo, técnicas e apontar quais os erros mais comuns que não devemos cometer.


Christiane Fernandes é pedagoga e psicopedagoga, especialista em dificuldades de aprendizagem pela Universidade de Brasília (UnB). É fundadora da Filhos – Educação e Aulas (www.filhosweb.com.br), empresa que atua na área de educação oferecendo aulas particulares em casa há 13 anos. Possui ainda MBA em Gestão Empresarial com Foco em Estratégia pela Fundação Getúlio Vargas.

 


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