Pioneiros prestam homenagens ao jornalista Antônio Martins

Muito admirado no meio político e jornalístico, o ex-presidente da extinta Radiobrás faleceu nessa terça-feira (28/01/2020), aos 77 anos

Arquivo pessoal

atualizado 29/01/2020 16:15

A morte do jornalista Antônio Martins de Vasconcelos pegou a todos de surpresa. Muito querido pelos amigos, o radiojornalista lutava contra a esclerose lateral amiotrófica (ELA), mas não resistiu à doença, que afeta o sistema nervoso, e faleceu nessa terça-feira (28/01/2020), aos 77 anos.

Natural de Crateús, no Ceará, Martins iniciou a carreira de jornalista em Recife, Pernambuco, mas foi em Brasília que ganhou prestígio nas coberturas políticas. Era muito admirado no meio e tornou-se presidente da extinta Radiobrás, atual Empresa Brasil de Comunicação (EBC), durante o governo do ex-presidente José Sarney.

O velório ocorreu na manhã desta quarta-feira (29/01/2020) e o enterro começou às 15h, no Cemitério da Campo da Esperança da Asa Sul. Pioneiros de Brasília lamentaram a morte do jornalista e prestaram uma última homenagem ao amigo de longa data.

Por meio de nota oficial, José Sarney disse ter recebido a notícia com “tristeza e violenta emoção”. “Martins construiu o prestígio que a rádio tem como instrumento da comunicação política e social”, escreveu.

Leia a íntegra da nota de pesar:
“Foi com tristeza e violenta emoção que recebi a notícia da morte de Antônio Martins. A ele era ligado por laços de estreita amizade, e admirava sua competência profissional, sua seriedade e sua honradez.

Pioneiro no jornalismo radiofônico, Martins construiu o prestígio que a rádio tem como instrumento da comunicação política e social. Conhecia como ninguém sua área e era um analista político de profunda sabedoria.

Trabalhamos juntos em todas as minhas campanhas políticas desde que o conheci, há quarenta anos, no Congresso Nacional.

Dele guardarei a imagem de sua lucidez e da sua lealdade.”

À coluna Claudia Meireles, o jornalista Gilberto Amaral ressaltou como Martins era querido pelos colegas pela maneira simples e gentil com que tratava as pessoas. Ele também lembrou que o companheiro de profissão havia sido padre no Ceará antes de enveredar para a carreira jornalística.

“Conheci Antônio Martins nos primórdios de Brasília. Não como sacerdote, mas, logo depois, fizemos amizade como jornalistas. Ele era sempre querido pelos colegas, pela sua maneira simples e gentil, pelo trato para quem quer que seja. Perde mais uma vez, mais um jornalista em Brasília. O seu merecimento é o céu, por tudo de bom que ele fez aqui na Terra. À família e aos seus filhos, os cumprimentos do seu colega e amigo Gilberto Amaral”, disse.

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