Fazer o Bem: Mão Amiga, o projeto social do Colégio Everest

Escola 100% gratuita funciona no Paranoá com alta qualidade de ensino a crianças carentes da região. A coluna foi conhecer o projeto

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 28/11/2019 17:58

O Colégio Mão Amiga João Paulo II é uma extensão filantrópica do Colégio Everest. Diferentemente da rede pública, a ONG é uma instituição privada que oferece ensino 100% gratuito. Crianças de famílias carentes da região do Paranoá têm acesso ao mesmo nível de educação de uma escola particular. A Coluna Claudia Meireles se sensibilizou com o projeto e conheceu de perto o trabalho de Carol Gauche, diretora de transformação social da instituição.

Ela fez questão de apresentar toda a extensão do espaço. Primorosamente cuidado, o local acolhe, diariamente, crianças espertas e alegres. A equipe de professores e coordenadores é inteiramente selecionada pelo corpo docente do Everest. O belo projeto é, de fato, muito bem executado.

Atualmente, o colégio tem capacidade física receber até 800 crianças. Contudo, por dificuldades financeiras, apenas 100 são assistidas pela ONG.

“Em 2020, vamos receber mais 64 crianças. Esse passo é uma alegria muito grande porque, em 2019, essa realidade não aconteceu. Simplesmente conseguimos manter as primeiras 100 que entraram em 2018”, relatou a diretora.

 

Construindo a esperança de um futuro melhor

Carol se emociona quando lembra da delicada situação dos estudantes que atende. “Aqui, as crianças fazem quatro refeições diárias. Muitas chegam sem comer. Elas vêm para a primeira refeição do dia. São pequenos que vivem na linha da pobreza”, relata.

Como toda ONG, a Mão Amiga precisa de mais doadores. Ela os chama de padrinhos, parceiros e embaixadores.

“Apesar de toda a dificuldade que temos no Paranoá e de toda a luta para conseguir padrinhos, parceiros e verba, me sinto cada dia mais motivada para estar aqui. Acredito que, um dia, possamos ter 800 crianças aqui dentro, e mudar mais vidas”, vislumbra.

 

Conexão Colégio Everest

O Colégio Everest pertence à rede Semper Altius de Ensino, fundada há mais de 60 anos e com 17 institutos espalhados pelo mundo, incluindo o México. Em cada país em que uma escola particular da rede é aberta, é de praxe estender um braço solidário da instituição.

Essa parceria começou quando os administradores do Everest souberam que o Centro Social João Paulo II, que atendia mais de 800 crianças do maternal ao Ensino Médio, iria fechar as portas. Eles se sensibilizaram com a situação e se disponibilizaram a construir uma nova obra de caridade, nos mesmos moldes e com 100% de gratuidade.

“Todo Colégio Everest pressupõe uma obra de caridade, normalmente outra escola para crianças de baixa renda. O Everest foi fundado em Brasília e, em seguida, eles trouxeram um Colégio Mão Amiga para a região do Paranoá, um dos Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais pobres do DF”, conta Carol.

Critérios

A fila para conseguir uma vaga na escola é grande. A diretora explica que, depois da publicação do edital público, começa a triagem para a seleção das crianças. Os critérios são muito rigorosos.

Entre outras questões, são levados em consideração a renda familiar e vulnerabilidade social do estudante. Uma assistente social visita cada família dos aplicantes às vagas e um sistema de pontuação escolhe os candidatos.

O colégio é muito requisitado. O aluno entra às 7h e sai às 18h, come quatro refeições, faz aulas de inglês e arte. Uma psicóloga acompanha o rendimento de cada aluno e também visita as famílias ao longo do ano letivo.

“Contamos com serviço de psicólogo na escola e as crianças têm um acompanhamento específico. Elas vivem em uma realidade muito diferente da que conhecemos. Muitas delas são filhas de pais que estão presos. A psicóloga se reúne com as famílias periodicamente para entender a realidade familiar deles”, pontuou.

Além do apoio do Colégio Everast, a ONG Mão Amiga precisa da ajuda de padrinhos, parceiros e embaixadores para oferecer o ensino às crianças atendidas. Toda colaboração é bem-vinda. Os interessados em ajudar podem contribuir com valores mensais a partir de R$ 50 e, até mesmo, com bolsas de estudo parciais (R$ 255) ou integrais (R$ 510). O cadastro pode ser feito no site da Mão Amiga.

 

 

 

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SOBRE O AUTOR
Claudia Meireles

Acumula temporadas de estudos nos Estados Unidos, França e Inglaterra. Em Nova York, trabalhou no mercado de artes. Após uma década vivendo no Rio de Janeiro, onde atuou na Galeria Luciana Caravello, decidiu retornar a Brasília. Atualmente assina uma coluna social no portal Metrópoles.

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