Vice-líder do PSL deixa cargo e cobra renúncia do presidente Bivar

Bibi Nunes assegura que conta com o apoio de colegas do partido, que também não concordariam com a gestão do pernambucano à frente da sigla

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atualizado 06/08/2019 20:05

O deputado federal Bibo Nunes (RS) entregou o cargo de vice-líder do PSL na Câmara nesta terça-feira (06/08/2019). Segundo ele, por não concordar com a maneira que o presidente nacional da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PE), comanda o partido.

“Ele [Bivar] está há 21 anos no partido. Ele se diz o dono do partido. Não concordo com a maneira como ele leva a sigla. Quero uma nova executiva. Estou entregando o cargo de vice-líder por uma questão de coerência. Não sou capacho para alguém se achar o dono do PSL”, disse Nunes, que, na foto em destaque, está ao lado de Bivar.

De acordo com o parlamentar, “esse PSL não representa a causa do presidente Bolsonaro”. O deputado disse, ainda, que conta com o apoio de colegas do partido, que também não concordariam com a gestão de Bivar.

Denúncias
Reconduzido ao cargo de presidente do PSL em novembro de 2018, Luciano Bivar enfrentou alguns problemas na sua gestão. Em fevereiro deste ano, ele foi acusado de gastar R$ 250 mil provenientes do fundo eleitoral para contratar a empresa de um dos seus filhos durante a eleição de 2018.

Sediada em Jaboatão dos Guararapes (PE), cidade a cerca de 20 quilômetros do Recife, a Nox Entretenimentos está registrada em nome de Cristiano de Petribu Bivar. Foi o segundo maior gasto da campanha dele. A contratação está na mira da Procuradoria Eleitoral de Pernambuco.

À época, Bivar afirmou, via assessoria, que a contratação da Nox Entretenimentos se “deveu ao fato de ela ter oferecido o menor preço para produzir os vídeos da campanha” e que “há contrato, notas fiscais, tudo perfeitamente legalizado”.

Laranja
Ainda em fevereiro, Bivar, que também é segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, foi denunciado pelo jornal Folha de S.Paulo por ter supostamente criado uma candidata laranja no seu estado para repassar verbas públicas a outras candidaturas.

Maria de Lourdes Paixão, de 68 anos, foi a terceira candidata que mais recebeu dinheiro do fundo partidário na sigla, mas amealhou apenas 274 votos. No total, ela recebeu R$ 400 mil, mais que o próprio presidente Jair Bolsonaro (PSL).

SOBRE O AUTOR
Carlos Estênio Brasilino

Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco, atuou como repórter e editor nos maiores jornais do estado, como Diário de Pernambuco, Folha de Pernambuco e sucursal da Gazeta Mercantil. Na área política, atua em Brasília desde 2003, com passagens pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Tem experiência na área de saúde pública, com atuação no Ministério da Saúde e na Anvisa. Também coordenou campanhas eleitorais em Pernambuco e no Amazonas e trabalhou em agências de comunicação.

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