Hashtag que pede impeachment de Bolsonaro repercute no Twitter

Denúncias de uso de caixa 2 e envolvimento com "laranjal do PSL" alavancaram o termo para a primeira posição na rede social

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 09/10/2019 13:44

Em meio a uma crise provocada por suspeitas de um esquema com uso de laranjas no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a hashtag #impeachmentdoBolsonarourgente alcançou o primeiro lugar no Twitter Brasil, na manhã desta quarta-feira (09/10/2019).

A frase resgata uma postagem antiga feita pelo próprio presidente na qual diz: “O povo é soberano. Quando ele pede impeachment é porque o governante só faz merda”.

O jornal Folha de S.Paulo mostrou, nesta semana, que o assessor parlamentar do ministro do Turismo prestou depoimento à Polícia Federal. Na ocasião, ele disse acreditar que “parte dos valores depositados para as campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha de Marcelo Álvaro Antônio e de Jair Bolsonaro”.

Uma planilha que está com os investigadores faz referência ao fornecimento de material eleitoral para a então campanha de Bolsonaro com o termo “out” que, para a PF, seria pagamento “por fora”.

Além das suspeitas de irregularidades no partido e na campanha, o pedido de impeachment de Bolsonaro nas redes também ganhou força diante da crise com o PSL, desencadeada pela divulgação de um vídeo no qual o presidente aconselha a um apoiador que ele esquecesse o PSL.

Bolsonaro ainda pede para apagar a gravação feita por admirador que associa apoio ao presidente da legenda, o deputado Luciano Bivar (PSL-PE). Segundo Bolsonaro, Bivar está “queimado pra caramba”.

SOBRE O AUTOR
Luciana Lima

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), atua em redações de jornal, rádio, TV e internet desde 1998. Como repórter, trabalha na política nacional, em Brasília, atuando na cobertura das últimas campanhas eleitorais e reportando os fatos políticos e bastidores do Congresso e do Planalto. Também acompanhou acontecimentos internacionais de relevância, como a expansão da política externa brasileira na África e Oriente, o terremoto ocorrido no Haiti em 2010 e visitas presidenciais à Europa e à América Latina.

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