Campanha publicitária do governo federal contra dengue custou R$ 22 mi

As peças publicitárias contam com vídeo da TV, gravações para o rádio, publicações na internet e jornais, além panfletos e cartazes

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atualizado 12/09/2019 14:10

O governo federal gastou R$ 22 milhões com a campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O Ministério da Saúde anunciou o começo das ações em todo país nesta quinta-feira (12/09/2019).

As peças publicitárias contam com vídeo da TV, gravações para o rádio, publicações na internet e jornais, além de panfletos e cartazes em mobiliários urbanos, como pontos de ônibus.

O valor da campanha foi confirmado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (foto em destaque). “Não temos problema de orçamento para a campanha, nem de apoio aos municípios. Todos os meio de comunicação e os comunicadores, sobretudo o rádio, são convocados para fazer o debate”, ponderou.

O governo lançou a campanha nacional de combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti com dois meses de antecedência devido ao alto número de casos e de mortes por dengue. A campanha foi adiantada para setembro. Normalmente, o combate começa em novembro.

De janeiro até 24 de agosto, foram registrados 1,4 milhão de casos, seis vezes mais do que no mesmo período do ano passado (205.791). Pelo menos 14 estados estão em situação de epidemia. Apenas Amazonas e Amapá apresentaram redução em relação a 2018.

Zika e chikungunya, também doenças transmitidas pela picada do mosquito, seguiram a mesma tendência. De acordo com Ministério da Saúde, casos de chikungunya subiram 44% no período, passando de 76.742 e para 110.627. A infecção por Zika, por sua vez, passou de 6.669 para 9.813 no mesmo intervalo.

A explosão de casos foi acompanhada pela elevação expressiva de mortes. Somadas, as três doenças provocaram 650 óbitos (591 por dengue, 57 por chikungunya e dois por zika). É como se 2,7 pessoas morressem por dia em decorrência das infecções.

SOBRE O AUTOR
Otávio Augusto

Formado em jornalismo pelo Centro Universitário ICESP. Trabalhou nos jornais Alô Brasília e Correio Braziliense, onde passou pelas editorias de Cidades, Política e Brasil. Foi setorista de Saúde por dois anos. Tem interesse pelos temas de direitos humanos e meio ambiente, além de política e economia. No seu tempo livre, aprecia esportes, como corridas ao ar livre. É repórter do Metrópoles desde fevereiro de 2019.

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