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Ter um projeto redondinho, encontrar uma boa equipe de reforma, permanecer no prazo, fazer boas negociações, encontrar o marceneiro perfeito… são inúmeros os desafios de quem se aventura em reforma residencial. Mas nada, nada, dentro desse universo, compara-se ao desafio de permanecer no orçamento inicial.

Quem trabalha com reformas ou mesmo quem já reformou sabe: a escalada de gastos é um processo perigoso se tudo não for muito bem planejado. Existem, porém, algumas formas simples de enxugar os gastos e abrir espaço para as surpresinhas e novas ideias, inevitáveis em qualquer obra.

Sair do centro:
Optar por fazer as compras de materiais no centro da cidade pode comprometer o orçamento em mais de 20%. Materiais de destaque, exclusivos, muitas vezes são só encontrados em lojas mais badaladas, mas elementos como spots de luz, argamassa, rejuntes, tijolos, placas de gesso e afins costumam ser muito mais baratos em locais afastados. Vale uma ligação para a conferência dos valores e, então, avaliar se o gasto em gasolina e o desconto valem o deslocamento.

Mexer menos para economizar mais:
Estabeleça as prioridades estéticas e funcionais da obra. Mais vale optar por bons acabamentos e materiais, num bom projeto, do que fazer economias mal-pensadas em nome de realizar tudo de uma vez só. Por exemplo: manter alguns detalhes originais da casa pode valer mais a pena do que trocar tudo e ficar sem dinheiro para uma boa marcenaria. Outros exemplos são restaurar um piso de tacos em vez de trocá-los por porcelanato, adiar o plano do papel de parede e optar por uma tinta diferente, reformar as portas originais, preservar as sancas anos 1980 e deixá-las contrastarem com um mobiliário moderninho.

Simplificar a iluminação:
Essa necessidade de fazer o rebaixo de gesso em todo o ambiente e enchê-lo de spots e rasgos de fitas de LED embutidas requer um investimento alto. Manter o teto original e optar pelo uso de trilhos eletrificados e painéis de embutir, arandelas e pendentes pode ser uma opção muito mais elegante, original e consciente.

Evitar o parcelamento:
Dinheiro na mão sempre rende os melhores negócios, com descontos de até 20%. Concentre os pagamentos à vista para as negociações com maior chance de desconto: marcenaria, compra de revestimentos e pagamento do projeto ao profissional escolhido.

Considerar gastos secundários:
A desorganização com o planejamento da obra gera gastos indiretos que podem pesar no bolso de quem encara uma reforma. Por exemplo, não planejar a sequência de demolições do espaço implica o aluguel de caçamba de entulho por muito mais semanas do que o necessário. Ou mesmo a ida constante em lojas de construção: um gasto de gasolina que, sem a gente perceber, torna o processo muito mais dispendioso. Ir ao comércio com a lista de compras completa é mais prático e econômico, além de poder gerar descontos ainda maiores na negociação de pagamento.

  • DIY:
    Para quem tem algum talento e disposição, vale encarar o “faça você mesmo” em alguns serviços da reforma. Tive clientes que fizeram o próprio balcão da cozinha em madeira naval, outros dispensaram montadores de móveis e encararam a montagem sozinhos. Há ainda os que fizeram a própria parede de concreto aparente, seguindo tutoriais da internet. Vale pela economia e também pelo prazer de pôr um pouco mais de suor no projeto do seu lar.


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