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“Mas vai combinar?” Essa, sem dúvida, é a pergunta mais repetida pelos amantes do design que querem uma casa cheia de identidade e beleza, porém não sabem como pôr os desejos estéticos em prática por pura insegurança. O resultado dessa aversão à ousadia decorativa são casas e mais casas bonitas, no entanto, idênticas umas às outras.

Nesse medo de apostar, até mesmo ao lado de um designer ou arquiteto, muitas pessoas seguem tomadas pelo pavor de encarar uma ideia fora do padrão. Na maioria da vezes — em minha experiência pessoal — esse receio é especialmente direcionado aos projetos que são ousados não pelo excesso, mas pela inesperada simplicidade e informalidade: elemento-chave de uma casa linda aos olhos da visita e ainda mais deliciosa de se morar, se viver. O charme de um ambiente é inversamente proporcional à pretensão na hora de decorar.

Faz parte do percurso de apresentar um trabalho para o cliente: eles se apaixonam por fotos do portfólio cheias de ideias fora da caixa, mas travam na hora de adotar essa informalidade para as próprias casas. Com sorte, acabam se rendendo e dando um voto de confiança à nossa visão.

E a satisfação estética sempre acontece. Porque, para uma casa incrível, não é preciso ter os móveis mais caros, as combinações mais chiques ou imensos investimentos.

Pelo contrário, é preciso superar o desejo de ter a sala das revistas, porque aquela decoração funciona para os seus respectivos donos, não necessariamente para você. A única regra é privilegiar e unir seu conforto, sua realidade e sua personalidade à estética e à funcionalidade do espaço.

Abrir a mente para a beleza da informalidade é um exercício a ser feito. O “overthinking” e o “overdecorating” muitas vezes são inimigos dessa espontaneidade e despretensão, que conquistam cada vez mais espaço no alto design.

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