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Adoro observar como as tendências dos mundos da moda e do design se encontram e interferem uma na outra. Esses dias, deslizando o dedo pelo feed do Instagram – neste momento, onde 90% dos seus amigos começaram o ano na praia –, deu para perceber, por exemplo, como as roupas de banho em tons vibrantes, quase neons, estão dominando o guarda-roupa da galera que costuma viver em consonância com as tendências.

Daí fui percebendo, dentro das minhas pesquisas de design, como as cores supervibrantes também começaram a se tornar cada vez mais presentes nos projetos dos arquitetos hypados mudo afora.

Paleta vibrante marca decoração em apartamento de stylist de moda (Foto: Gui Gomes)

Particularmente, tenho certa dificuldade com cores muito fortes. Quando uso cores na minha casa, por exemplo, prefiro que elas estejam presentes em objetos discretos, nos quadros, ou em nuances mais sóbrias… um azul profundo, vermelhos fechados, amarelos sem muita vida.

Tenho uma paciência um tanto quanto limitada para cor forte, assim como a maioria das pessoas, então canso com tanta facilidade que evito ao máximo explorar tais recursos. Mas vendo esse retorno dos tons vibrantes para o design de interiores, com uma roupagem nada semelhante ao exagero dos anos 1980, mas que se comunica com muita facilidade com esse novo modernismo tão amado por mim, passei a repensar esse excesso de zelo com os tons fortes.

Essa nova tendência anuncia que a exploração da cor é livre e pode ser um curinga quando a base da casa fica por conta do design dos móveis e objetos. O fundo de cor neutra, como o branco e o cinza, dá lugar também a cores que, com tons mais secos e fechados, funcionam como uma neutralidade menos óbvia e careta. Como já disse anteriormente aqui na coluna, cada ano que vencemos, menos regras se mantêm neste universo do design. As misturas e as ousadias são cada vez mais bem-vindas.

Paleta vibrante marca decoração em apartamento de stylist de moda (Foto: Gui Gomes)

 


neon na decoração