Pegadas nos EUA mostram que humanos chegaram à América na Era do Gelo

Descoberta das pegadas foi publicada primeiramente em 2021, mas cientistas analisaram mais a fundo as pistas para fazer datação mais precisa

atualizado

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David Bustos/Parque Nacional White Sands
Imagem colorida de pegadas de humanos em deserto norte-americano - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de pegadas de humanos em deserto norte-americano - Metrópoles - Foto: David Bustos/Parque Nacional White Sands

Confirmando os achados de uma pesquisa feita em 2021, cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, definiram que os humanos chegaram à América do Norte entre 20,7 e 22,4 mil anos atrás, durante a última Era Glacial. Anteriormente, os dados apontavam que as primeiras pistas da ocupação humana na região tinham entre 13,2 mil e 15,5 mil anos.

Os pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, estudaram mais a fundo pegadas humanas preservadas no deserto de White Sands, no Novo México. O estudo foi publicado na última quarta-feira (18/6) na revista científica Science Advances.

Os arqueólogos encontraram as pistas incrivelmente preservadas sob camadas de argila e gesso e reescreveram a linha do tempo da presença humana nas Américas. Foram usados diferentes métodos de análise para realizar a datação, incluindo uma análise de sementes Ruppia, pólen e camadas de lama encontrados acima e abaixo dos vestígios fósseis.

Melhora no estudo

Originalmente, a descoberta das pegadas foi publicada em 2021, com datações similares. No entanto, alguns especialistas questionaram o método para determinar a idade do achado. Segundo eles, sementes e pólen poderiam ser facilmente transportados ou deslocados em ambientes instáveis como o de White Sands.

Imagem colorida de deserto White Sands, no Novo México - Metrópoles
Pegadas foram encontradas no deserto de White Sands, nos Estados Unidos

Para reforçar a credibilidade das datações anteriores, a nova pesquisa incluiu o estudo de camadas de lama. “A maior parte dessa datação de matéria orgânica complementa a datação de sementes e pólen relatada anteriormente”, relatam os autores do estudo.

Por fim, os autores ainda defendem que seria uma coincidência improvável que todas as diferentes análises estivessem erradas e apontassem para a mesma faixa de datas por acaso.

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