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Mar e gelo: saiba quais são os lugares mais inacessíveis da Terra

Lugares mais inacessíveis da Terra são conhecidos por possuírem temperaturas congelantes ou extremamente quentes

atualizado

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Foto colorida de fundo do mar - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de fundo do mar - Metrópoles - Foto: Getty Images

Embora a evolução tecnológica atual tenha facilitado a exploração de diversos lugares da Terra, alguns deles ainda não contam com a ocupação humana. Isso acontece devido a condições extremas e barreiras naturais. Esses locais, considerado praticamente inacessíveis, são conhecidos por possuírem temperaturas congelantes ou muito quentes, altas pressões e isolamento geográfico.

“A inacessibilidade de um lugar pode ser definida por uma combinação de fatores inter-relacionados, tais como distância, condições climáticas, topografia, infraestrutura, barreiras políticas e áreas de preservação cultural ou antropológica. Esses elementos, isolados ou combinados, criam uma resistência geográfica que dificulta ou impede o acesso humano”, explica o professor de geografia Yan Santana, do Colégio Católica Brasília.

Para superar essas barreiras, a tecnologia surge como uma grande aliada. “O avanço tecnológico tem facilitado muito o acesso a áreas remotas. As imagens de satélites, drones, sistemas de posicionamento e a própria inteligência artificial ajudam a mapear e estudar locais antes inacessíveis, como florestas densas, montanhas remotas e o fundo do oceano”, destaca o professor de geografia Anderson Sousa, da Blue Global School.


Locais mais inacessíveis

  • Fossa das Marianas: ponto mais profundo dos oceanos, com aproximadamente 11 km de profundidade, onde a pressão esmagadora e a completa escuridão tornam a exploração extremamente difícil.
  • Regiões remotas da Antártida: o interior antártico permanece praticamente inexplorado devido às temperaturas abaixo de zero (-60ºC), ventos fortes e isolamento geográfico.
  • Deserto de Danakil (Etiópia): considerado um dos ambientes mais inóspitos do planeta, o local é marcado por temperaturas escaldantes, atividade vulcânica e a presença de substâncias químicas hostis em seu ambiente, restringindo drasticamente sua ocupação.
  • Ilhas e pontos distantes: locais como Tristan da Cunha, no meio do Atlântico, estão entre os pontos mais isolados do mundo.
  • Ponto Nemo (Pacífico Sul): o local tem um cemitério de espaçonaves no fundo do mar e é considerado o ponto mais isolado do mundo, distante de qualquer continente ou ilha, a cerca de 2,7 mil km da terra mais próxima.

Expedições humanas

Anderson destaca que apesar das dificuldades de acesso, o ser humano já realizou expedições científicas para coletar dados e estudar processos geomorfológicos em alguns desses locais. Entre os principais registros estão:

Expedição de Ernest Shackleton à Antártida (1914-1917)

Tinha como objetivo cruzar a Antártica a pé. No entanto, o navio utilizado na missão ficou preso no gelo e afundou. Mesmo após meses no gelo, a equipe sobreviveu, tendo que fazer uma perigosa travessia de barco até a Geórgia do Sul em busca de resgate.

Foto de derretimento de geleiras - Metrópoles
Derretimento de gelerias pode facilitar ou atrapalhar exploração de lugares inacessíveis

Expedições às Fossas Oceânicas

Jacques Piccard e Don Walsh foram os primeiros humanos a descer à Fossa das Marianas em 1960, no batiscafo Trieste. Já em 2012, James Cameron fez um mergulho solo ao ponto mais profundo do oceano.

Mudanças climáticas podem facilitar a exploração

As transformações ambientais também podem facilitar ou dificultar o acesso dessas regiões. Por exemplo, o derretimento de gelo pode abrir novas rotas de navegação no Ártico e na Antártida, porém isso ameaçaria ecossistemas e elevaria o nível do mar.

Por outro lado, o aumento dos níveis marítimos poderia afundar territórios, trazendo risco para qualquer um que tentasse explorar essas localidades. O aquecimento global ainda pode tornar os desertos mais quentes, aumentando os desafios para qualquer tipo de expedição.

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