Morre Miguel Proença, pianista brasileiro de renome internacional

O pianista Miguel Proença foi um dos maiores nomes da música erudita brasileira. Ele morreu aos 86 anos

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Miguel Proença
1 de 1 Miguel Proença - Foto: Reprodução/Instagram

Morreu aos 86 anos o pianista brasileiro Miguel Proença, um dos maiores nomes da música erudita nacional. O músico morreu nesta sexta-feira (22/8) no Hospital São Vicente, no Rio de Janeiro. Ele teve falência múltipla de órgãos.

A informação foi divulgada pelo cantor Márcio Gomes, por meio das redes sociais. “Miguel foi uma das pessoas mais queridas que já conheci, respirava arte. Foi sempre um amigo fiel e incentivador”, diz um trecho do texto.

“Sua carreira foi brilhante como pianista clássico, mas amava a música popular. Suas gargalhadas estão presentes no coração de quem o conheceu. Você deixará muita saudade! Siga em paz ao som das mais belas melodias”, homenageou Márcio.

O velório de Miguel está marcado para este domingo (24/8), na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, das 10h às 14h.

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Pianista Miguel Proença
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Pianista Miguel Proença

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Carreira de Miguel Proença

Miguel Proença nasceu em Quaraí, no Rio Grande do Sul. Ele se apaixonou pelo piano quando ainda era criança, ao ouvir o som que vinha de um casarão. Durante a trajetória na música, tocou em bares clubes e festas gaúchas, além dos mais prestigiosos palcos internacionais.

Quando jovem, Proença estudou piano em Hamburgo e Hannover, na Alemanha. Ao retornar para o Brasil, começou a morar no Rio e a tocar compositores nacionais, como Alberto Nepomuceno, César Guerra-Peixe, Edino Krieger, Ernesto Nazareth, Oscar Lorenzo Fernández, Radamés Gnattali e Heitor Villa-Lobos.

O primeiro trabalho do artista foi Piano Brasileiro, uma série de dez CDs que mostram a interpretação dele de autores clássicos.

Além da carreira na música, Miguel também foi educador e gestor cultural. Ele dirigiu a Sala Cecília Meireles em 1987 e novamente entre 2017 e 2018. Além disso, comandou a Escola de Música Villa-Lobos e foi secretário municipal de Cultura do Rio entre 1983 e 1988.

No governo de Jair Bolsonaro, em 2019, ele assumiu a Funarte, mas foi demitido em novembro do mesmo ano. A exoneração ocorreu após Miguel se unir a outros representantes da classe artística em defesa da atriz Fernanda Montenegro.

Na ocasião, Montenegro foi atacada pelo dramaturgo Roberto Alvim, então diretor do Centro de Artes Cênicas da instituição. Alvim chamou a atriz de “sórdida” e “mentirosa”.

Proença deixa um legado de mais de 30 discos e colaborações com músicos renomados, como o violinista italiano Salvatore Accardo e o flautista francês Jean-Pierre Rampal.

O pianista também deixa três filhos: Paulo, Daniel e Laura.

 

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