Claudia Rodrigues vive 26 anos com doença sem cura: “Coração parou 3 vezes”
Ícone do humor nas décadas de 1990 e 2000, Claudia Rodrigues deu vida a Marinete em A Diarista e vive com sequelas da esclerose múltipla
atualizado
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Esposa de Claudia Rodrigues, a jornalista Adriane Bonato emocionou os internautas ao compartilhar nas redes sociais um novo relato sobre a luta da humorista, que enfrenta os sintomas da esclerose múltipla. A artista convive com a doença sem cura há mais de 26 anos.
No vídeo, ela presta solidariedade a Keidna Marques, viúva de Felipe Marques, o policial que passou mais de um ano internado após ser atingido por um tiro de fuzil na cabeça. “Eu precisei ligar essa câmera porque o que você passou, pouquíssimas pessoas no mundo conseguem entender. Mas eu entendo. Eu vivi isso na pele”, declarou.
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“Há 13 anos eu vivo em um campo de batalha com a Claudia Rodrigues. Eu já vi a morte dela de perto, Keidna. Eu vi a mulher da minha vida ser reanimada três vezes! Três vezes o coração dela parou, e três vezes eu vi o desespero de quase perder a Claudinha para sempre”, compartilhou.
Claudia Rodrigues sofre há quase 30 anos com a esclerose múltipla
Sensação das comédias brasileiras nas décadas de 1990 e 2000, Claudia Rodrigues precisou se afastar da carreira da TV no auge do estrelato devido à doença. A esclerose múltipla é uma doença autoimune que ataca a camada que protege as células do sistema nervoso central.
Ela foi diagnosticada aos 28 anos, mas manteve a informação em segredo. Claudia ficou marcada pelas participações na esquete do Zorra Total e pelo papel como Marinete na série A Diarista.
No vídeo compartilhado nas redes sociais, a esposa da humorista detalhou o sofrimento do casal em lidar com as sequelas da doença e com a insegurança em meio ao diagnóstico.
“Eu passei pelo terror de ver ela com traumatismo craniano, ligada a aparelhos, passando 10 dias agonizantes na UTI, oscilando entre a vida e a morte. Em 2015, após o transplante de células-tronco, o nosso mundo se transformou em um isolamento absoluto. Foram dois anos enclausuradas. Dois anos trancadas entre quatro paredes, onde respirar era uma vitória e cada segundo era uma tortura de medo e incerteza.”
“Por isso, quando eu via você com o Felipe, meu estômago embrulhava. Eu revivia tudo. Eu sabia o tamanho do seu sofrimento silencioso. Nós sangramos com vocês, Keidna. Nós tínhamos a certeza matemática de que o Felipe ia vencer, assim como a Claudinha venceu. A sua dor hoje é a nossa dor. O Brasil chora o luto do Felipe, mas eu choro pela sua alma, que eu sei que está estraçalhada”, dedicou à viúva. “Você foi gigante.”












