Zambelli admite encontros com hacker e que ajudou a marcar reunião com Bolsonaro

Delgatti afirmou, em sua delação, que o ex-presidente perguntou a ele se, munido de código-fonte, conseguiria invadir urnas eletrônicas

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1 de 1 imagem colorida de Carla Zambelli em coletiva - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

A deputada federal Carla Zambelli (PL) declarou, nesta quarta-feira (2/8), que teve encontros com Walter Delgatti, conhecido como o “hacker da Vaza Jato”, e o colocou em contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

“O que tenho de relação com o Walter é que o conheci saindo de um hotel. Ele vivia trocando de telefone, eu queria falar ao vivo. Nos vimos três vezes e conversamos sobre tecnologia. Uma vez, o ajudei a vir a Brasília, ele disse que teria provas e serviços a oferecer ao PL e o levei a Valdemar da Costa Neto. Fizemos uma reunião”, admitiu a parlamentar.

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Após a Polícia Federal cumprir mandado de busca e apreensão contra a deputada federal Carla Zambelli. A deputada faz declaração à imprensa no salão verde da Câmara dos Deputados
Zambelli: "Não existe nenhuma, absolutamente nenhuma prova nem nada que tenha sido feito a pedido do presidente"
Durante a coletiva, a parlamentar tentou proteger o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de acusações sobre envolvimento nos supostos crimes
Zambelli na Câmara dos Deputados
Zambelli chega para coletiva na Câmara dos Deputados
"A impressão que eu tenho é de que estão tentando envolver o (ex) presidente Jair Bolsonaro através de mim", disse Zambelli
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"A impressão que eu tenho é de que estão tentando envolver o (ex) presidente Jair Bolsonaro através de mim", disse Zambelli

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Após a Polícia Federal cumprir mandado de busca e apreensão contra a deputada federal Carla Zambelli. A deputada faz declaração à imprensa no salão verde da Câmara dos Deputados
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Zambelli: "Não existe nenhuma, absolutamente nenhuma prova nem nada que tenha sido feito a pedido do presidente"
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Durante a coletiva, a parlamentar tentou proteger o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de acusações sobre envolvimento nos supostos crimes
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Zambelli na Câmara dos Deputados
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Segundo Zambelli, os policiais federais recolheram dois celulares, o passaporte e um HD
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Segundo Zambelli, os policiais federais recolheram dois celulares, o passaporte e um HD

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Após a Polícia Federal cumprir mandado de busca e apreensão contra a deputada federal Carla Zambelli, ela fez declaração à imprensa no Salão Verde
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Após a Polícia Federal cumprir mandado de busca e apreensão contra a deputada federal Carla Zambelli, ela fez declaração à imprensa no Salão Verde

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“Ele (Delgatti) se ofereceu para participar de uma espécie de auditoria no primeiro e segundo turno das eleições. Ele encontrou Bolsonaro, que perguntou se as urnas eram confiáveis. Nunca mais houve contato entre eles”, acrescentou.

Como noticiou a coluna Na Mira, Delgatti afirmou, em sua delação, que o ex-presidente perguntou a ele se, munido de código-fonte, conseguiria invadir urnas eletrônicas. Contudo, o delator destacou que “isso não foi adiante, pois o acesso dado pelo TSE [Tribunal Superior Eleitoral] foi apenas na sede do tribunal”, e Delgatti não poderia ir lá. A reunião teria ocorrido no Palácio do Planalto.

A operação da Polícia Federal que prendeu preventivamente Delgatti nesta quarta-feira investiga a atuação de suspeitos na invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), bem como na inserção de documentos e alvarás de soltura falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).

As ações ocorrem no âmbito de inquérito policial instaurado para apurar a invasão ao sistema do CNJ. O processo tramitou na Justiça Federal, mas teve declínio de competência para o Supremo Tribunal Federal (STF) em razão do surgimento de indícios de possível envolvimento de pessoa com prerrogativa de foro.

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