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O advogado José Luis Oliveira Lima, que defende o empresário José Yunes, reagiu à prisão do amigo e ex-assessor de Michel Temer (MDB) na Operação Skala. “Yunes está sendo punido por ser amigo do presidente”, disse. Por ordem do Supremo Tribunal Federal, o empresário foi preso pela Polícia Federal no dia 29 de março, na investigação que apura supostas irregularidades no Decreto dos Portos e solto no domingo (1º/4).

Que medidas pretende tomar após a prisão de José Yunes?
Vamos procurar, mais uma vez, o Ministério Público e nos colocarmos à disposição para prestar qualquer esclarecimento e demonstrar a correção de Yunes.

Por que a prisão de Yunes é uma violência contra o Estado Democrático?
Porque José Yunes procurou espontaneamente as autoridades competentes, prestou três depoimentos e sempre esteve à disposição. Porque Yunes, ao longo de mais de 50 anos de atividade profissional, jamais teve qualquer mancha na sua vida.

Yunes foi citado em delação de Lúcio Funaro no caso do “milhão”. Como explica isso?
Yunes não foi citado inicialmente na colaboração de (Lúcio) Funaro, mas, sim, na de Cláudio Melo. Após a divulgação dessa colaboração, demonstrando boa-fé, procuramos a PGR (Procuradoria-Geral da República) e José Yunes esclareceu detalhadamente os fatos, negando ter recebido qualquer importância em dinheiro. Na época, Funaro negou ter estado com Yunes. Depois, Funaro mudou de versão, como costumeiramente faz.

Qual o envolvimento do Yunes no Decreto dos Portos?
Yunes não tem relação com o Decreto dos Portos ou qualquer outro tema portuário. Não conhece e nunca esteve com os representantes da Rodrimar. Essa acusação é totalmente descabida e improcedente.

A prisão de Yunes objetiva atingir o presidente? Por quê?
Seria leviano se fizesse tal afirmação, pois entendo que o Ministério Público Federal não atua movido por interesses políticos. Mas é evidente que a amizade de cinco décadas com o presidente está sendo mal interpretada. José Yunes está sendo punido por ser amigo do presidente.

 

 

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