Vídeo: prefeito discute com manifestantes que atacavam lockdown

Dezenas de pessoas se reuniram em frente à prefeitura de Patos de Minas (MG) em protesto pela reabertura do comércio

atualizado 04/03/2021 21:09

Prefeito de Patos de Minas, Luís FalcãoReprodução

O prefeito de Patos de Minas (MG), Luís Eduardo Falcão (Podemos-MG), se irritou, nesta quinta-feira (4/3), com manifestantes que pediam o fim do lockdown, decretado após a confirmação de ao menos 165 mortes na cidade em razão da Covid-19. Os protestantes estavam em frente ao prédio da prefeitura local e exigiam a abertura do comércio.

Parte da manifestação e da fala do prefeito foi filmada por emissoras locais. Em um dado momento, Falcão, já inconformado com os argumentos dos que estavam protestando, disse que até poderia conversar, mas se fosse de maneira organizada, com representantes do grupo.

Depois, o prefeito disse ainda ter “vergonha na cara” e que não estava ali para mentir. “Eu tenho um filho para criar, não estou aqui para atrapalhar. Tenho vergonha na cara”, declarou Falcão.

Assista ao vídeo:

Em resposta, um dos manifestantes se mostrou contrário à medida de bloqueio, dizendo que é “comprovado que o lockdown não funciona”. “Eu também tenho um filho para cuidar, um menino de 1 ano e meio. Tenho que comprar comida, leite, pão… Todos os meus funcionários têm de dois a três filhos. E eu não tenho dinheiro para pagar eles esse mês. Eles vão comprar o pão pros filhos deles como?”, questionou o homem.

Antes de jogar uma pasta de documentos no chão e deixar o local, o prefeito de Patos de Minas respondeu à pergunta do homem: “O problema são só 15 dias agora? E a culpa é minha? São 300 casos! Não é 2020 inteiro com 20 casos, não!”

Em nota à imprensa, a prefeitura se posicionou sobre o ocorrido: “Respeitamos o direito à liberdade de expressão e acolhemos as manifestações quando feitas de maneira respeitosa e ordeira, mas o momento é delicado para todos, e nunca foi e continua não sendo o desejo da atual gestão interferir no trabalho e rotina da população e do comércio (…) Contudo, reduzir a circulação das pessoas, até o avanço mais efetivo da vacinação, ainda é a medida mais eficaz para frear o aumento de casos de Covid-19”.

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