Vídeo: Bolsonaro nega culpa por desemprego: “Tem que correr atrás”
Presidente disse que “não cria empregos”. Em seguida, afirmou que sua gestão é responsável pela criação de 3 milhões de postos de trabalho
atualizado
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Em conversa com apoiadores, nesta quinta-feira (21/7), o presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou comentários que responsabilizam o governo pelo desemprego. A fala veio no mesmo dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Brasil perdeu cerca de 1 milhão de empregos entre 2011 e 2020.
“Você tem que correr atrás. Eu não crio emprego, quem cria emprego é a iniciativa privada. Eu não atrapalho o empreendedor. Nós fizemos várias leis, como a lei da liberdade econômica”, disse Bolsonaro.
Segundo o IBGE, a diminuição na população ocupada, de 8,7 milhões de pessoas em 2011 para 7,7 milhões em 2020, é resultado de mudanças estruturais, como a evolução da tecnologia, concorrência com o mercado internacional e dependência do consumo interno. Atrelado a esses fatores, o mercado passou por uma recessão em 2015 e 2016, além da pandemia desde 2020.
“Enfrentamos 2020 e 21. Terminamos com um saldo positivo de quase três milhões de empregos em 20 e 21. Vai para 2015, 2016. Dilma Rousseff. Perdemos quase três milhões de empregos. Nós, com pandemia, criamos. Não teve nada lá. O que teve lá para perder emprego? Crise da corrupção”, afirmou Bolsonaro.
Menos empregos e salário menor
De acordo com o levantamento do IBGE, os setores que mais sofreram com a diminuição de empregos foram confecção de artigos do vestuário e acessórios (-258,4 mil), preparação e fabricação de artigos de couro, artigos para viagem e calçados (-138,1 mil) e fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-134,2 mil).
Entre 2019 e 2020, no entanto, houve um aumento de 7,6 milhões para 7,7 milhões na população ocupada, impulsionado pela indústria alimentícia, que criou 121,5 mil novos postos.
O levantamento também mostrou uma diminuição na renda do trabalhador industrial. De 2011 para 2020, o salário médio na indústria caiu de 3,5 para 3 salários mínimos.
