Vice-líder do MDB no Senado lamenta desrespeito a Simone Tebet

O ministro da CGU chamou a senadora Simone Tebet (MDB-MS) de “descontrolada” durante sessão da CPI nesta terça-feira (21/9)

atualizado 21/09/2021 20:22

Luís Macedo/Câmara dos Deputados

O senador Marcelo Castro (MDB-PI), vice-líder do MDB no Senado Federal, divulgou, nesta terça-feira (21/9), uma nota de solidariedade à senadora Simone Tebet (MDB-MS), que foi chamada de “descontrolada” pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário.

O parlamentar considerou que “o ministro foi agressivo”. “Nossa solidariedade à senadora Simone Tebet, minha amiga e colega de partido. Uma parlamentar excepcional, que faz um trabalho exemplar no Senado. Lamentável o comportamento do ministro da CGU, Wagner Rosário”.

Castro ressaltou que “a prática da empatia e do respeito ao próximo é um valor essencial para uma coexistência pacífica. Inacreditável ainda termos que falar sobre a importância do respeito, da ética e da tolerância. Não iremos permitir essa forma de tratamento com quem quer que seja, dentro da nossa Casa, o Senado Federal”.

Entenda

Irritada com as respostas de Rosário aos senadores, a Simone insinuou que o ministro é uma “espécie de engavetador”, ao que ele reagiu: “Com todo respeito à senhora, recomendo que releia tudo de novo, pois a senhora falou uma série de inverdades”.

Simone contra-atacou: “Eu sou senadora da República, mas vossa excelência não pode dizer que eu devo ler de novo esse processo da Covaxin. Ele está se comportando como menino mimado”. Wagner Rosário então disse: “A senhora está completamente descontrolada”. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), saiu em defesa da colega: “Ser machista aqui não”, disse.

Por fim, houve bate-boca até que o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), suspendeu a sessão e incluiu o ministro no rol de investigados.

Pedido de desculpas

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, usou as redes sociais para se retratar com a senadora Simone Tebet (MDB-MS), a quem, em um episódio de machismo durante seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, chamou de “descontrolada”.

No Twitter, o ministro da CGU disse que já havia pedido desculpas à parlamentar, “caso minhas palavras tenha lhe ofendido”, e atribuiu a agressão ao “calor do embate”.

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