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Um homem identificado como Willians Maciel Dias se entregou à Polícia Civil na tarde desta quinta-feira (7/6), em Vilhena (RO). Ele é suspeito de ter assassinado, com uma pedrada, o caminhoneiro José Batistela. Uma pedra de 1kg atingiu a cabeça do motorista quando ele passava perto de um ponto de manifestação de grevistas na BR-364, no último dia 30.

Segundo a polícia, Javali é morador de Vilhena e seu carro, um Volkswagen Gol preto, foi apreendido. A prisão havia sido determinada na terça-feira (5) e ele era considerado foragido desde então. Ao se apresentar à polícia, Javali negou ter a intenção de matar João Batistela: teria lançado a pedra contra o caminhão da vítima para evitar sua passagem mais adiante, em bloqueio mantido pelos caminhoneiros durante a greve da categoria.

Na semana passada, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, chegou a afirmar, em entrevista coletiva em Brasília, que o principal suspeito de ter cometido o crime havia sido preso, mas a informação foi negada posteriormente pelas polícias Civil e Federal.

Batistela foi atingido quando deixava o posto. A pedra atravessou o para-brisa do veículo e acertou a cabeça da vítima. No momento do ataque, a rodovia não tinha pontos de bloqueios em apoio à paralisação dos caminhoneiros, mas havia protestos na região.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegou ao local o caminhoneiro já estava morto. Batistela era morador de Jaru, a cerca de 400km de Vilhena.

O caso foi a segunda morte durante a greve dos caminhoneiros. No dia 24, um homem morreu atropelado na MG-010, em Conceição do Mato Dentro, na região central de Minas Gerais, em um ponto de manifestação de grevistas.

 

 

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