Contrato levanta suspeita de que Zambelli teria pago hacker com dinheiro público

A deputada Carla Zambelli afirmou que os pagamentos feitos ao hacker foram para o próprio site e que não usou a cota parlamentar

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Os pagamentos feitos pela deputada federal Carla Zambelli (PL) ao hacker Walter Delgatti, conhecido como o “hacker da Vaza Jato”, estão sob a mira da Polícia Federal (PF). A corporação teve acesso aos dados das transações financeiras e comprovaram que ele recebeu R$ 13,5 mil, via Pix, de pessoas próximas à deputada federal. Agora, um contrato obtido pela PF pode revelar que o dinheiro público talvez tenha sido utilizado nesse pagamento.

Após a Operação 3FA, que ocorreu na última quarta-feira (2/8), Zambelli veio a público afirmar que os pagamentos feitos ao hacker foram para manter o próprio site. Mas negou que tenha usado dinheiro público, por meio da cota parlamentar, que destina verba aos deputados para custeio das despesas do mandato.

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Há quatro mandados de busca e apreensão em cumprimento, tanto no apartamento funcional quanto no gabinete da deputada, em Brasília
Polícia Federal no prédio onde fica o apartamento funcional da deputada Carla Zambelli
Polícia Federal deflagrou Operação 3FA contra a deputada federal Carla Zambelli (PL) e o delator Walter Delgatti, nesta quarta-feira (2/8)
Hacker Walter Delgatti não conseguiu invadir urnas eletrônicas
O hacker Walter Delgatti e a deputada Carla Zambelli
Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão no imóvel funcional da deputada Carla Zambelli
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Hacker Walter Delgatti não conseguiu invadir urnas eletrônicas
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O hacker Walter Delgatti e a deputada Carla Zambelli
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O hacker Walter Delgatti e a deputada Carla Zambelli

Reprodução/Redes sociais

“Os pagamentos foram sempre relacionados ao site, para fazer melhorias no site. Não foi da minha cota. Todo dinheiro foi de empresa que eu subcontratei, e essa empresa pagou, mas do meu bolso, não da cota”, disse Zambelli.

Apesar das afirmações, os dados de transparência da Câmara dos Deputados revelam que, de outubro de 2022 a abril deste ano, um total de R$ 94 mil foram pagos por Zambelli a um serviço de divulgação parlamentar, cuja dona é a esposa de Jean Hernani Guimarães Vilela, assessor da deputada e responsável por parte do pagamento ao hacker, Monica Romina Santos de Sousa. Ao todo, foram cerca de sete pagamentos no valor de R$ 9 mil em cada mês.

Entenda

Delgatti é suspeito de invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre 4 e 6 de janeiro deste ano. Nas datas, foram inseridos no sistema do CNJ e de outros tribunais brasileiros 11 alvarás de soltura de presos e um mandado de prisão falso contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O hacker teria recebido R$ 13,5 mil de Jean Hernani e Renan Goulart, o primeiro tendo pago R$ 10,5 mil e o outro os R$ 3 mil restantes).

O nome da Operação 3FA faz alusão a um protocolo de segurança digital que exige duas formas de identificação para permitir acesso, chamada de autenticação de dois fatores (2FA).

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos antidemocráticos de 8 de janeiro aprovou, na quinta-feira (3/8), a convocação de Walter Delgatti para depor.

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