SP lança casas de acolhimento a usuários de drogas mulheres e LGBTQIA+

Serão abertas três novas casas de passagem para dependentes químicos em situação de vulnerabilidade, dentro do Programa Recomeço

atualizado 05/10/2021 18:09

Operação da Polícia Civil na Cracolândia, no centro de São PauloFábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (5/10) a criação de três novas casas de passagem para acolher população usuária de drogas em situação de rua ou com vínculos familiares rompidos. Desses três novos equipamentos, dois serão destinados a mulheres e à população LGBTQIA+.

Ao todo, serão 40 novas vagas, sendo dez para mulheres, dez para pessoas LGBTQIA+ e 20 para homens. Os espaços de passagem ficarão na capital paulista, mas não foi anunciado em qual bairro.

Ao todo, será investido R$ 1,6 milhão nos novos equipamentos, que fazem parte do Programa Recomeço, ação do governo João Doria (PSDB) que visa recuperar pessoas viciadas em drogas.

As novas unidades devem ser entregues ainda neste ano. O Programa Recomeço contempla hoje 54 comunidades terapêuticas, sete Repúblicas e uma Casa de Passagem, totalizando cerca de 1.400 vagas.

A secretária estadual de Desenvolvimento Social, Célia Parnes, disse que “o desenvolvimento social acontece quando temos políticas públicas de acolhimento e inclusão”.

Neste ano, a Cracolândia, região no centro de São Paulo que concentra usuários de drogas, teve um novo aumento de frequentadores. Desde março, quando a quantidade de usuários vinha em ritmo de queda, foram registrados aumentos mensais, com ápice em junho, quando a administração municipal calculou a presença de 722 pessoas por lá, número 24% maior do que o mesmo mês em 2020.

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