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Cerca de 7 mil analistas-tributários da Receita Federal de todo o país estarão de braços cruzados entre esta terça-feira (10/4) e a quinta (12). A categoria promove greve de 72 horas contra o descumprimento do acordo salarial assinado em 23 de março de 2016. Durante a paralisação diversos serviços serão suspensos, como a fiscalização em portos, aeroportos e postos de fronteiras.

Nas unidades aduaneiras, os profissionais da Receita também não atuarão nos serviços das alfândegas e inspetorias, como despachos de exportação, verificação de mercadorias, trânsito aduaneiro, embarque de suprimentos, operações especiais de vigilância e repressão, verificação de bagagens, entre outros.

Greve
Segundo o presidente do Sindireceita, Geraldo Seixas, a ampliação da greve para três dias em todo o país, é “um protesto contra o inexplicável descumprimento do acordo salarial assinado com a categoria há mais de dois anos, com a não regulamentação do bônus de eficiência, instrumento amparado no cumprimento de metas de eficiência institucional”.

Além disso, o movimento paradista também ocorre em repúdio a ações que, em seu entendimento, podem inviabilizar o funcionamento da Receita Federal do Brasil, como falta de definição em relação às progressões/promoções dos analistas-tributários.

Seixas explica ainda que a greve foi deflagrada em protesto às medidas que afrontam direitos dos servidores públicos de forma geral, desestruturando todo o serviço público, como os programas de demissão voluntária, suspensão de concursos públicos, bem como cortes no orçamento de ministérios, órgãos de estados, autarquias e fundações.

Segundo o Sindireceita, até o momento não foi cumprido o acordo assinado em março de 2016 com os analistas-tributários, o que, para a entidade, coloca em risco o aperfeiçoamento das atividades da Receita Federal, especialmente arrecadação, fiscalização tributária, combate ao contrabando e descaminho, atendimento dos contribuintes e julgamento de processos administrativos de natureza tributária e aduaneira.