Servidores usaram táxi pago pelo governo para ir de casa ao trabalho

Além disso, há registros de corridas para o aeroporto mesmo sem o funcionário estar em viagem a serviço. Auditoria foi feita pela CGU

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 08/07/2019 11:54

Servidores federais lotados em Brasília usaram de forma irregular carros pagos pelo governo, o TáxiGov, para fazer diversos trajetos, mesmo quando não estavam a serviço. A auditoria feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) analisou dados entre março de 2017, quando a ferramenta foi implantada, e julho deste ano.

A CGU avaliou a prestação de contas de seis servidores e encontrou irregularidades em cinco delas. A funcionária que mais fez uso indevido está lotada no Ministério da Educação (MEC). Ao todo, foram identificadas 499 viagens de casa para o trabalho, no valor de R$ 10.286,86. Em situação semelhante, um funcionário terceirizado do Ministério da Saúde gastou, em média, R$ 132,50 por corrida — somando 64 no total.

O órgão de controle ainda constatou que foram gastos mais de R$ 17 mil em 404 corridas para o aeroporto de Brasília. No entanto, os passageiros não viajavam a trabalho. No relatório, a CGU afirma que, com exceção de visitas a repartições situadas no terminal aéreo, “podemos considerar indevidas todas as corridas em que o servidor não se encontrava em viagem a serviço”.

O Ministério da Economia, responsável pela gestão do serviço, informou que o controle sobre o uso do TáxiGov é realizado pelos órgãos que disponibilizam tal serviço aos servidores e colaboradores. “Nas situações em que for verificado que o uso é indevido, compete ao órgão em que o usuário do serviço é vinculado tomar as medidas administrativas cabíveis”, explica a nota.

TáxiGov
O serviço foi projetado como uma forma mais eficiente para oferecer transporte a servidores na medida em que deixariam de ser efetuadas despesas com aquisição e manutenção da frota de veículos. Segundo informações do Ministério da Economia, desde a implantação, mais de 15 mil funcionários e colaboradores usaram, em cerca de 308 mil corridas, gerando uma economia de R$ 12 milhões em relação aos modelos anteriores.

Reprodução/CGU

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