Coronavírus: Maia defende corte de 20% em salários de servidores

Segundo o presidente da Câmara, se a medida fosse ampliada para todos os Poderes geraria economia de R$ 3,6 bilhões por mês

Rodrigo Maia na Mesa Diretora da CâmaraRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 24/03/2020 16:48

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sugeriu nesta terça-feira (24/03) que os Três Poderes avaliem uma redução de até 20% nos salários dos servidores. Maia explicou que seria um gesto simbólico para mostrar à população que aqueles mais privilegiados também querem colaborar com o combate à pandemia do coronavírus.

O deputado fluminense explicou que o corte não seria para todos os funcionários públicos – os que trabalham diretamente com o controle do novo coronavírus ou que têm salários mais baixos não participariam da medida, por exemplo. As declarações foram dadas nesta tarde, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

“Agora, os servidores públicos, sejam aqueles concursados ou eleitos, todos têm uma estabilidade. Neste momento, nada mais justo que a gente vá dialogando, sem parecer uma coisa oportunista. Aqueles que estão trabalhando de forma remota, que podem dar uma colaboração, é importante”, ponderou.

Maia voltou a defender que integrantes do Executivo e do Judiciário também estudem adotar as mesmas medidas temporariamente, durante o período de crise no país. De acordo com o presidente da Casa, a remuneração total de servidores dos Três Poderes representa cerca de R$ 200 bilhões por ano.

“Tem salários mais baixos, tem salários mais altos, acima da média dos 10% que ganham mais no Brasil. Então, eu acho que a gente consegue uma economia, se você olhar uns R$ 18 bilhões por mês, se você tirar 15% a 20%, você vai ter uma economia de três meses, o que ajuda”, complementou. A economia mensal com a medida seria de até R$ 3,6 bilhões, segundo Maia.

O governo federal tem estudado medidas para controlar o impacto econômico da pandemia do coronavírus no Brasil que serão apreciadas pelo Congresso Nacional. Para o deputado, apesar de o montante não ser equivalente ao necessário para arcar com os custos do combate, há “certas horas que não é só o valor, é o simbolismo dado daqueles que têm uma proteção maior”.

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