Sem saber, doméstica joga sacola com R$ 10 mil da patroa no lixo

Catadores precisaram revirar três toneladas de resíduos para encontrar o dinheiro, que estava dentro de um saco de lixo preto

atualizado 24/03/2021 17:56

Doméstica joga R$ 10 mil da patroa no lixoDivulgação/ Emlurb

Uma empregada doméstica colocou no lixo, sem querer, sacola com R$ 10 mil de sua patroa. O dinheiro acabou sendo levado pelo caminhão da coleta e uma operação, com direito a rastreamento por GPS, foi montada para recuperar o montante.

Os coletores de lixo reviraram cerca de três toneladas de lixo durante três horas até encontrarem as cédulas.

Tudo começou quando a patroa deixou o dinheiro dentro da sacola em cima de um móvel. Achando que se tratava de lixo, a empregada recolheu e colocou na calçada junto com o restante dos resíduos da residência em Recife.

“Quando a senhora sentiu falta do dinheiro, ligou para a Emlurb e falou com a secretária do diretor. Eu estava passando na hora e disse: ‘Vamos ajudar’. Fomos à sala de controle operacional para localizar o carro”, explicou o gerente-geral de Fiscalização e Limpeza da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), Avelino Pontes, ao portal Folha de Pernambuco.

0

 

Com a ajuda do rastreamento por GPS, instalado em todos os caminhões que fazem a coleta de lixo em Recife, foi possível localizar o caminhão que havia passado na rua. O motorista, então, recolheu o veículo para a Diretoria de Limpeza Urbana.

No pátio do local, o caminhão foi descarregado e teve início a busca pelo “saquinho de ouro”. “O caminhão já estava pela metade. Depois de recolher o lixo dessa residência, fez mais 15 ruas e tinha uma média de três toneladas. Descarregamos e os garis começaram a busca, foram quase três horas. Na primeira leva, catamos todo o lixo e não achamos”, acrescentou Avelino.

O dinheiro estava agrupado em notas de R$ 100, ou seja, não era um pacote grande e pesado.

“Para achar esse pacotinho, vamos ter que abrir saco por saco. Foi quando começamos com a segunda busca. O esforço dos meninos foi enorme, ficaram o tempo todo abaixados, foi um trabalho muito bonito. Na segunda busca, acharam. Já foi no finalzinho, estavam perdendo a esperança”, completou Avelino.

Coletor há cinco anos, Lucas Gomes da Silva, de 26 anos, contou que a busca pelo dinheiro foi difícil, mas houve alívio ao final. Ele disse que, nesse tempo de trabalho, nunca passou por nada parecido. “O dinheiro estava enrolado num saco plástico preto. Pegamos sem saber, colocamos para dentro do carro e continuamos a coleta”, lembrou.

“Foi uma sensação de alívio”, declarou a dona do dinheiro sobre o fim das buscas. “Agradeceram e ficaram muito felizes de termos achado, ainda mais nessa situação de crise que estamos vivendo. A senhora relatou que o dinheiro era para pagar alguém por algum serviço prestado”, finalizou Avelino Pontes.

Últimas notícias