Secretário de Itumbiara agiu sozinho e morreu antes dos filhos, diz PCGO
Ao apresentar conclusão do inquérito, PCGO afirmou que o secretário atirou contra as têmporas dos filhos e contra a própria boca
atualizado
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Goiânia – A Polícia Civil de Goiás (PCGO) apresentou, nesta sexta-feira (27/2), a conclusão do inquérito sobre as investigações da morte do secretário de Governo de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, e dos dois filhos, de 12 e 8 anos, que foram baleados pelo próprio pai dentro de um apartamento no Condomínio Paraíso, no sul do estado.
De acordo com a corporação, Thales agiu sozinho e realizou um disparo de arma de fogo em cada criança, na região da têmpora direita. Segundo o delegado responsável pela investigação, Pedro Sala, os meninos estavam dormindo no momento do crime.
Segundo o investigador, Thales chegou a enviar uma foto à mãe das crianças, mostrando os meninos dormindo e realizando ali uma ameaça. Ainda segundo o delegado, ele já estava programando o mal que faria aos filhos.
Morreu antes dos filhos
Conforme a explicação do delegado Pedro Sala, as duas crianças foram encontradas na mesma posição em que receberam os disparos. Segundo o investigador, Thales atirou contra os meninos e, logo em seguida, atirou contra a própria boca. Ele morreu antes dos filhos, o que elimina a possibilidade de outra pessoa na cena do crime.
“Eles estavam deitados, os dois com a face esquerda no travesseiro e ambos receberam disparos de arma de fogo na têmpora direita. O Thales se matou com um tiro direcionado ao seu palato, em direção à sua cabeça, o que foi suficiente a levá-lo a óbito ali naquele momento. Portanto, é imprescindível que seja esclarecido isso, o fato do Thales ter falecido antes dos meninos não coloca um terceiro na cena do crime”, afirmou o delegado.
O delegado confirmou ainda que os dois meninos foram resgatados com vida. Miguel, de 12 anos, foi a óbito no mesmo dia, pouco tempo depois de chegar ao hospital. Já Benício, chegou a passar por cirurgia e ficar internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas também não resistiu e morreu no dia seguinte.
Arma registrada
Na coletiva, Sala falou ainda sobre a arma utilizada pelo secretário de Governo. Segundo o delegado, Thales utilizou uma Glock G25.380, que era registrada no nome dele. “Com relação à arma de fogo, também se descarta qualquer participação de terceiro. Essa arma estava em posse de Thales Machado, devidamente registrada. Portanto, nem mesmo a arma ele arrumou ou conseguiu com um terceiro”, declarou o investigador.
Por fim, a Polícia Civil, junto com a Polícia Técnico-Científica, também concluiu que na residência da família, onde o crime ocorreu, houve a preservação dos vestígios. “Não havia qualquer tipo de desordem na casa. Não havia sinais de arrombamento, não havia sinais de invasão ou de evasão. Sequer haviam sinais de briga, de luta corporal, não haviam objetos quebrados. Somente havia ali quatro galões de gasolinas, que foram despejados por Dalles Machado, no intuito de cometer um incêndio”, afirmou o delegado.
Ainda segundo Pedro Sala, não é possível dizer porque Thales não cometeu o incêndio. No entanto, um isqueiro foi encontrado ao lado da cama do autor.
Com a morte de Thales, a PCGO optou pelo arquivamento do feito, pela extinção da punibilidade pela morte do autor, conforme previsão do artigo 107, inciso 1, do Código Penal Brasileiro. “O inquérito policial foi remetido na data de ontem (26/2) e já se encontra à disposição do Poder Judiciário, bem como do Ministério Público”, concluiu o delegado.
