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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo prorrogou, até o dia 16 , a campanha de vacinação contra a febre amarela na capital e em mais 53 municípios do interior paulista. Em janeiro e fevereiro, 6,6 milhões de paulistas tomaram a vacina. Ao longo do ano passado, 7,4 milhões de pessoas foram imunizadas.

Segundo balanço da secretaria, na campanha deste ano, que começou em 25 de janeiro, foram aplicadas 4,65 milhões de doses, atingindo 50,3% do público-alvo, formado por 9,2 milhões de pessoas.

“A vacinação é a principal forma de proteger a população contra a febre amarela. Por isso, é imprescindível que todas as pessoas que moram nos locais definidos na campanha e ainda não se imunizaram compareçam aos postos até 16 de março”, disse a diretora de Imunização da secretaria, Helena Sato.

Os casos autóctones de febre amarela silvestre no estado de São Paulo somam 286, de 2017 até o momento, informou a Secretaria de Estado da Saúde em boletim divulgado nesta sexta-feira (2/3). Desses, 102 pessoas morreram por causa da doença. No último balanço, os casos eram 246 e as mortes, 93.

O maior número de ocorrências foi em Mairiporã (46,5%) e Atibaia (17%), municípios que respondem por quase dois terços dos casos de febre amarela silvestre no estado. De acordo com a secretaria, ações de vacinação estão em curso desde o ano passado nos dois municípios.

Entre as infecções, há um caso de paciente que mora no Rio de Janeiro e foi infectado em Atibaia (SP). Já entre as mortes, houve um morador de Minas Gerais e outro de Santa Catarina, ambos infectados em Mairiporã.

Capital
A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informou que mais três casos autóctones de febre amarela foram registrados na capital e que um deles causou a morte do paciente. A cidade totaliza oito casos autóctones da doença, com quatro mortes confirmadas.

Os novos registros são de homens moradores ou frequentadores da zona norte: um deles tem 37 anos e o outro, 23. Ambos finalizaram o tratamento e receberam alta médica. Foi confirmada a morte de um homem de 55 anos, morador do Tucuruvi, em decorrência da doença.

Desde outubro, foram confirmadas 125 epizootias (morte de primatas pela doença) no município.