Mato Grosso do Sul pede acréscimo de 30% na entrega de vacinas

Governador do estado afirma que migração de paraguaios e bolivianos afeta campanha de vacinação local contra Covid-19

atualizado 13/04/2021 14:06

Reinaldo AzambujaReprodução

O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse que o estado enfrenta dificuldades na vacinação contra a Covid-19 devido à entrada de migrantes do Paraguai e da Bolívia nos municípios brasileiros que fazem fronteira com os países.

Azambuja encontrou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na manhã desta terça-feira (13/4), para pedir um acréscimo de 30% nas entregas de vacinas. Dessa forma, o governador acredita que a imunização de migrantes não vai impactar no andamento da campanha.

“Nós temos 13 municípios de fronteira, temos uma população que é migrante, que sai do Paraguai ao Mato Grosso do Sul. Pedimos um acréscimo de 30% das doses que seriam mais ou menos a população migrante”, afirmou.

Segundo Azambuja, Queiroga vai encaminhar o pedido à equipe do Programa Nacional de Imunização contra (PNI). O ministro disse ao governador que outros estados têm feito o mesmo pedido.

Azambuja também pediu mais insumos para intubação de pacientes e testes rápidos para o estado. O governador informou que a Saúde está fazendo uma compra de testes junto à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para encaminhar aos estados.

“Disseram que vão mandar, entre hoje e amanhã, um suprimento para que a gente possa cobrir essa lacuna na falta de insumos”, afirmou.

O governador deve visitar, nesta tarde, o laboratório União Química, em Brasília. A instituição é responsável pela produção da vacina contra a Covid-19 Sputnik-V.

Azambuja disse que o estado tem interesse em adquirir a vacina, mas depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

CPI

Sobre a possibilidade de investigação de estados e municípios na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que deve ser instalada no Senado Federal, Azambuja disse que é um assunto “político demais”.

“Não tenho preocupação nenhuma com qualquer tipo de investigação. Esse assunto é político demais, deveríamos estar preocupados com mais vacinas, mais imunização de brasileiros, mais insumos. Precisamos diminuir a tensão política e nos preocupar com o que interessa aos brasileiros”, comentou.

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