Anvisa autoriza importação excepcional da Sputnik V por mais 7 estados

Agência autorizou quantitativos reduzidos de doses para vacinação de 1% da população de cada um dos estados, o que permitirá monitoramento

atualizado 16/06/2021 8:47

IFA da Sputnik V produzido no BrasilDivulgação/Davi Rosa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, na noite dessa terça-feira (15/6), a importação excepcional da vacina Sputnik V por mais sete estados brasileiros: Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás.

Ao todo, mais 592 mil doses poderão ser importadas, distribuídas da seguinte forma:

  • Rio Grande do Norte – 71 mil doses;
  • Mato Grosso – 71 mil doses;
  • Rondônia – 36 mil doses;
  • Pará – 174 mil doses;
  • Amapá – 17 mil doses;
  • Paraíba – 81 mil doses;
  • Goiás – 142 mil doses.

Assim como deliberado no início de junho, a importação aprovada agora também deverá ser realizada sob condições controladas e definição de condicionantes aos estados requerentes.

A vacina deverá ser utilizada apenas na imunização de indivíduos adultos saudáveis, e todos os lotes das vacinas importados somente poderão ser destinados ao uso após liberação pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). A Anvisa também deverá receber relatórios periódicos de avaliação benefício-risco da vacina.

A agência poderá, a qualquer momento, suspender a importação, distribuição e o uso das vacinas importadas.

Foram autorizados quantitativos reduzidos de doses a serem importadas para vacinação de 1% da população de cada um dos estados, o que permitirá adequado monitoramento e ação imediata da Agência, caso necessário.

No começo deste mês, Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí tinham recebido autorização para importação excepcional do imunizante.

Encomenda

Ao todo, estados e Ministério da Saúde já fizeram a encomenda de 47 milhões de doses do imunizante russo. Cerca de 11 milhões delas já estariam disponíveis para entrega desde abril.

Dois processos estavam em trâmite na Agência: um de importação excepcional, feito por governadores, e outro de uso emergencial, feito pela União Química, que é a farmacêutica que representa a Sputnik V no Brasil.

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