RJ: maioria dos respiradores não trata Covid-19. Outros não foram entregues

Contratos superfaturados de R$ 183,5 milhões iriam equipar hospitais que tratam pacientes diagnosticados com a Covid-19

atualizado 11/07/2020 9:18

Maca com lençol branco e respirador ao ladoHugo Barreto/Metrópoles

Maioria dos respiradores comprados pela Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro não foi entregue, e aqueles que foram não tratavam o novo coronavírus. As fraudes na pasta são apuradas pelo Ministério Público do estado (MPRJ), segundo quem, em alguns casos, o pagamento pelo equipamento era feito antecipadamente. As informações são do jornal Extra.

Segundo o MPRJ, os contratos fechados por R$ 183,5 milhões em abril iriam equipar as unidades de saúde que tratam pacientes diagnosticados com Covid-19.

Promotores investigam a suspeita de que essas empresas já estavam com a proposta de venda pronta antes mesmo da secretaria abrir a licitação. Há, ainda, casos de ligações familiares ou vínculos empregatícios entre fornecedores e as companhias contratadas.

Para o MPRJ, há “indícios robustos de que uma organização criminosa se formou e vem atuando em processos administrativos para aquisições emergenciais da Secretaria estadual de Saúde”.

Na sexta-feira (10/7), o ex-secretário de Saúde Edmar Santos foi preso no Rio de Janeiro com suspeita de participar do esquema do grupo. Ele foi exonerado do cargo no dia 17 de maio pelo governador Wilson Witzel (PSC).

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