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O Estado do Rio de Janeiro vai remanejar três mil policiais militares que atuavam administrativamente em Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) para atuarem no policiamento ostensivo da região metropolitana. O número representa um terço do efetivo das UPPs. Apesar disso, o secretário de Estado de Segurança, Roberto Sá, garantiu que as unidades não serão prejudicadas.

“A UPP não vai acabar. Vai manter. Há o compromisso com o interesse público”, garantiu o secretário. “A gente vai conseguir manter a atividade fim e ela vai ser gerida pelos batalhões. Isso é gestão pública.”

As unidades dos Complexos da Penha e do Alemão se transformarão em um Batalhão de Polícia Pacificadora. As demais – as UPPs estão em 38 favelas do Rio – ficarão vinculadas aos batalhões da PM mais próximos.

As mudanças foram anunciadas no mesmo dia em que foi apresentada uma pesquisa que apontou que a maior parte dos moradores de favelas com UPPs não considera que elas tenham melhorado sua vida ou sensação de segurança. O estudo, ao mesmo tempo, revelou que 60% dos moradores preferem que elas permaneçam, embora com mudanças.

O levantamento foi feito pelo Centro de Estudos de Segurança Pública e Cidadania (CESec) da Universidade Candido Mendes.

Os pesquisadores concluíram que o Estado do Rio mantém a lógica de guerra às drogas, com operações constantes para prender traficantes e apreender drogas e armas. Isso se dá em detrimento da ideia de polícia de proximidade, pressuposto básico do projeto.

 

 

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