Queda de jato: sobrevivente não sabe que mulher e filho morreram

Um mês e meio após o acidente, o decorador Jorge Elias, pai de Eduardo Trajano, contou que o filho não lembra de detalhes do acidente

atualizado 28/12/2019 9:32

Reprodução

Eduardo Trajano Elias, de 38 anos, sobrevivente da queda de um jato executivo em Maraú, no baixo sul da Bahia, que deixou 5 mortos, não sabe que a esposa Marcela Brandão Elias, de 37 anos, e o filho, que tinha o mesmo nome dele, de 6 anos, estão entre vítimas.

Um mês e meio após o acidente, o decorador e arquiteto Jorge Elias, pai de Eduardo Trajano, contou que o filho não lembra de detalhes do acidente, e segue em recuperação no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, por causa de queimaduras provocadas por uma explosão ocorrida no avião após a queda. As informações são do G1 Bahia.

“Ele [Eduardo Elias] não sabe de nada [morte de Marcela e Eduardo Júnior]. Ele não deve saber, está muito cedo ainda, mas ele está recebendo orientação psicológica e nós damos um suporte familiar muito importante”, contou o decorador.

O pai disse que Eduardo Elias pergunta por Marcela e o filho com frequência, mas a família prefere ainda não contar o que aconteceu com os dois.

“Ele pergunta se eles estão bem e a gente diz que eles não estão ainda em condições de serem vistos”, disse Jorge Elias.

O avião caiu na pista de pouso de um resort de luxo que está desativado, no dia 14 de novembro. Além de Marcela Brandão Elias e o filho, morreram Maysa Marques Mussi, de 32 anos, (irmã de Marcela), o ex-piloto de Stock Car Tuka Rocha e o copiloto da aeronave Fernando Oliveira Silva, de 26 anos.

A tragédia ocorreu pouco depois das 14h do dia 14 de novembro, no distrito de Barra Grande. O local é um destino turístico muito procurado na Bahia.

O jato executivo tinha decolado do aeródromo de Jundiaí (SP) cerca de três horas antes, com destino ao município baiano, segundo informações da Voe SP, que administra o terminal, e da Força Aérea Brasileira (FAB). Conforme registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave, um bimotor Cessna C550 fabricado em 1981, de prefixo PT- LTJ, estava em situação regular.

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