Weintraub volta a usar analogia com holocausto para criticar imprensa

O ministro tem intensificado as comparações entre o período do holocausto com o atual cenário político do país desde quarta-feira

Apesar de repulsas de várias comunidades judaicas, o ministro da Educação Abraham Weintraub segue comparando o atual cenário político do país com a Alemanha nazista.

Na manhã desta sexta-feira (29/05), novamente em uma rede social, Weintraub criticou uma suposta omissão da imprensa quanto à defesa da liberdade de pensamento.

“Primeiro prenderam quem defendia a liberdade. Depois, a grande mídia nazista, dos poderosos, afirmava: ‘o Holocausto não existe’. Lutar pela liberdade de expressão? De opinião, de pensamento, de informação? ‘Bobagem, peguem a senha e aguardem na fila'”, escreveu.

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Abraham Weintraub deixou o MEC
Ele assumiu o lugar de Ricardo Vélez, em 2019
O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa
Ele é um forte aliado do presidente Jair Bolsonaro

A mensagem foi publicada junto a uma foto de algumas famílias de judeus, provavelmente tirada durante a segunda guerra mundial, quando foram vítimas da ditadura alemã de Adolf Hitler.

Veja a publicação original:

O ministro tem intensificado as analogias entre o período do holocausto com o atual cenário político do país desde a última quarta-feira (27/05), quando aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foram alvos de investigação da Polícia Federal no âmbito do inquérito das Fake News.

Repulsas

O cônsul geral do país em São Paulo, Alon Lavi, fez cinco postagens divulgando o repúdio de entidades, como o Museu do Holocausto do Brasil, o Comitê Judaico Norte-Americano e a Confederação Israelita do Brasil, acompanhadas de uma frase sua dizendo que o assassinato de 6 milhões de judeus não tem comparação com “qualquer realidade politica no mundo”.

Já a Embaixada de Israel no Brasil divulgou comunicado oficial sem citar o ministro Weintraub ou outros membros do governo, mas reclamando que “houve um aumento da frequência de uso do Holocausto no discurso público, que de forma não intencional banaliza sua memória e também a tragédia do povo judeu”.