Wajngarten diz que 99,5% dos anúncios do governo foram assertivos

Nesta quarta-feira, foi revelado que ao menos 2 milhões de anúncios do governo foram parar em sites pornográficos, de fake news entre outros

Fabio Wajngarten, chefe da Secom de BolsonaroMichael Melo/Metrópoles

atualizado 08/06/2020 14:43

O secretário especial de Comunicação Social da Presidência, Fabio Wajngarten, rebateu dados publicados nesta quarta-feira (03/06) em reportagem do jornal O Globo, revelando que o governo veiculou mais de dois milhões de anúncios em sites considerados inapropriados, como veículos que propagam fake news e plataformas de conteúdo pornográfico.

Segundo explicou o secretário, na campanha pela reforma da Previdência, alvo das denúncias, o governo veiculou 400 milhões de anúncios. Desse total, apenas dois milhões teriam ido parar em sites questionáveis. Com isso, ele avaliou que a assertividade foi de “99,5%”.

“Mais para frente vocês verão que o total de anúncios entregues para campanha da nova previdência foi de 400 milhões. Em se confirmando este numero de dois milhões, estamos falando de assertividade de 99,5% na comunicação da Secom”, disse. Wajngarten também disse que não teve acesso a lista com os anúncios veiculados fora do padrão.

Nesta quarta, o jornal O Globo publicou reportagem com um relatório produzido pela CPMI das Fake News que identificou 2,065 milhões de anúncios em redes sociais, sites e aplicativos de conteúdo considerado “inapropriado” pagos pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

O destino principal da verba era para a veiculação da campanha sobre a Reforma da Previdência, que foi distribuída por meio da plataforma Adwords e Adsense, do Google.

No relatório, foram identificados 843 canais inadequados com 2.065.479 anúncios do governo. Entre eles, 47 seriam sites de fake news, 741 foram removidos do Youtube por descumprimento das regras, além de 12 plataformas de jogos de azar, sete de investimentos ilegais e quatro com conteúdo pornográfico.

Gastos

Durante a coletiva, o secretário de Publicidade da Presidência, Glen Valente, afirmou que “a Secom não investe diretamente em sites e blogs” e que o custo total da campanha da Nova Previdência foi de R$ 72 milhões, mas “assumindo que o número de 2 milhões de anúncios seja verdadeiro”, o custo, nesse caso, foi de R$ 10 mil.

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“Quando a gente se depara com a narrativa de investimento, estamos falando de 10 mil reais. Conclusão: já nem é possível qualquer direcionamento para sites/blogs específicos. A gente não faz definição de nada. A gente vai atrás da audiência onde está o cliente. A ferramenta usa algoritmo do Google. Temos assertividade de 99,5%. Não compete a Secom julgar conteúdos publicados na internet e a fim de classifica-los como produtores de fake news. Não existe direcionamento especifico”, disse Valente.

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