“Risco institucional muito grande”, diz Maia sobre adiar eleição

O presidente da Câmara afirmou a empresários que o governo precisa definir medidas para reduzir o impacto econômico da crise do coronavírus

Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 27/03/2020 16:01

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (27/03) que adiar as eleições municipais por causa do coronavírus seria “um risco institucional muito grande”. O pleito está marcado para outubro deste ano.

Segundo o deputado, a mudança “não tem previsão constitucional, porque é uma cláusula pétrea”. “A população vota por quatro anos, não por seis anos. Isso precisa ser respeitado, no meu ponto de vista”, disse, em videoconferência com empresários do Grupo Lide.

Maia voltou a defender a prioridade de criar medidas emergenciais para o enfrentamento da pandemia do coronavírus. Com isso, o período após a crise estaria melhor “planejado” e as eleições estariam aptas para ocorrer: “Vamos cuidar desses dois meses, garantir previsibilidade”.

Para Maia, “não há outro caminho” para fazer a economia brasileira voltar a crescer sem ter o investimento de dinheiro público. Após o “momento mais agudo” [em decorrência do avanço da Covid-19], em 30 ou 40 dias o pleito poderia ser realizado.

“Vai ter que ser com dinheiro público, não vejo caminho para começar a retomar a economia. O Brasil passa a ter as condições de em um prazo de 30, 40 dias realizar as eleições”, ressaltou.

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