Reunião com chefes dos Três Poderes é agendada para quarta-feira

Encontro será presencial no Palácio da Alvorada e também vai contar com presenças de ministros de Estado e de governadores

atualizado 23/03/2021 8:58

Coletiva à imprensa sobre o programa águas Brasileiras com o presidente Jair Bolsonaro, no palácio do planalto.Fotos Hugo Barreto/Metrópoles

O Palácio do Planalto agendou para as 8h30 desta quarta-feira (24/3) a reunião com a cúpula dos Três Poderes para debater um plano nacional de combate à pandemia da Covid-19. O encontro será presencial no Palácio da Alvorada.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai receber na residência oficial da Presidência da República o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Também serão convidados o procurador-geral da República, Augusto Aras, a presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes, ministros de Estado — incluindo Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga — e governadores. Segundo a CNN Brasil, serão chamados apenas os mais alinhados ao governo.

O Brasil está na fase mais crítica da pandemia, com quase 300 mil mortes. O atual ministro da Saúde é criticado pela gestão da crise.

Como forma de atender demanda de parlamentares do Centrão, insatisfeitos com o comando do general, Marcelo Queiroga foi anunciado por Bolsonaro há exatamente uma semana, mas a troca oficial já foi adiada por duas vezes. Agora, a expectativa é que as mudanças sejam oficializadas na próxima quinta-feira (25/3).

O atraso ocorre por dois motivos. Um deles é que Queiroga consta como administrador de duas empresas com registro na Receita Federal. Para assumir o cargo de ministro, é necessário que ele deixe a administração das empresas, embora possa continuar sendo sócio.

Além disso, o atraso para a troca na Saúde se deve também à busca por uma “saída honrosa” para Pazuello. Desgastado, o general pode vir a ocupar outro cargo no governo, mas o martelo ainda não foi batido.

A preocupação em garantir ao militar um cargo no governo é para manter o foro privilegiado, uma vez que Pazuello é investigado no STF por suposta omissão na crise do oxigênio em Manaus.

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