Porta-voz: grupo acompanha efeitos de ataques na Arábia Saudita

Gabinete de monitoramento dos desdobramentos da alta do petróleo no mercado internacional foi instalado no Ministério de Minas e Energia

atualizado 17/09/2019 21:39

Wilson Dias/Agência Brasil

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse nesta terça-feira (17/09/2019) que o governo instalou um gabinete de acompanhamento no Ministério de Minas e Energia para monitorar impactos sobre preços dos combustíveis no Brasil após ataques a refinarias da Arábia Saudita no fim de semana.

O general afirmou ainda que, para o presidente Jair Bolsonaro (PSL), a política de preço de combustível é de responsabilidade da Petrobras. “Presidente vem vocalizando isso”, disse Rêgo Barros.

Segundo o porta-voz, a ideia é que o gabinete mantenha Bolsonaro informado sobre os desdobramentos e estude “planos de ação” para “conter eventuais consequências que possam impactar nosso país”.

Salário mínimo
O porta-voz disse que Bolsonaro não se manifestou sobre estudo da equipe econômica para congelamento do salário mínimo. Segundo Rêgo Barros, “aspectos técnicos” sobre economia são capitaneados pelo ministro Paulo Guedes.

A equipe econômica avalia retirar da Constituição Federal a previsão de que o salário mínimo seja corrigido pela inflação.

Rêgo Barros também não comentou sobre quanto o governo estima desbloquear do Orçamento. Mais cedo, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, informou que o descontingenciamento deve chegar a R$ 12 bilhões neste mês.

O porta-voz disse que o assunto é tratado no Ministério da Economia. “No prazo mais breve possível (o ministério) irá revelar de forma transparente como imagina a condução deste processo para permitir que nosso governo chegue a bom porto ao final do ano, sem ofender questões de responsabilidade fiscais, que são tão importantes sob a ótica do presidente”, disse.

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