No Brics, Bolsonaro defende reforma do Conselho de Segurança da ONU

Presidente falou a líderes de Rússia, Índia, China e África do Sul que economias emergentes devem ter a “devida e merecida representação”

atualizado 23/06/2022 10:28

Presidente Jair Bolsonaro durante Solenidade alusiva à Política Nacional para Recuperação das Aprendizagens na Educação Básica e ao MECPlace no palacio planalto em brasília Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu, nesta quinta-feira (23/6), na 14ª Cúpula do Brics, reformas de organizações internacionais, em especial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O Brasil pleiteia um assento permanente no órgão, composto atualmente por Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.

“Devemos somar esforços em busca da reforma das organizações internacionais, como o Banco Mundial, o FMI e o sistema das Nações Unidas, em especial o seu Conselho de Segurança. O peso crescente das economias emergentes e em desenvolvimento deve ter a devida e merecida representação”, disse o presidente em discurso.

A reunião do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, é realizada por videoconferência e presidida pela China, que exerce o cargo pro tempore.

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Além de Bolsonaro, estão presentes na reunião virtual desta quinta-feira os representantes dos demais países: Vladimir Putin (Rússia), Narendra Modi (Índia), Xi Jinping (China) e Cyril Ramaphosa (África do Sul).

Conselho de Segurança é o órgão da ONU responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais. Para encerrar conflitos ou auxiliar na recuperação após conflitos e catástrofes, a instância pode ordenar operações militares internacionais, aplicar sanções e criar missões de paz. O Brasil já foi responsável por uma dessas missões, no Haiti, iniciada em 2004.

Os cinco membros permanentes têm direito a voto. Outros 10 assentos são distribuídos de acordo com a região.

Rússia no Brics

A participação russa na cúpula é considerada positiva para a nação europeia, na busca por mostrar que não se encontra isolada no cenário internacional após a invasão à Ucrânia. Na quarta-feira (22/6), o presidente russo, Vladimir Putin, pediu ajuda dos demais países para superar as sanções econômicas impostas por países da Europa e pelos Estados Unidos em retaliação à invasão.

“Nossos empresários estão sendo obrigados a desenvolver suas atividades em condições difíceis, já que os aliados ocidentais omitem os princípios de base da economia de mercado, do livre-comércio”, lamentou Putin em discurso gravado transmitido no Fórum Empresarial dos Brics, na véspera da reunião de cúpula.

No discurso de menos de quatro minutos transmitido nesta quinta-feira, Bolsonaro não comentou a guerra no Leste Europeu. Disse apenas que Putin o recebeu “muito bem” em fevereiro deste ano em seu país.

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