Mourão confia em apoio de Amoêdo e Alvaro Dias a Bolsonaro no 2º turno

Assessorias do Podemos e do Novo negaram o apoio antecipado ou conversas sobre alianças em favor do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro

atualizado 01/10/2018 15:26

Reprodução

Em Brasília para visitar familiares e acompanhar compromissos e grupos de campanha, o general Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro, disse que a chapa formada por PSL e PRTB já trabalha alianças pensando em um eventual segundo turno das eleições.

“O Alvaro Dias (Podemos), o [João] Amoêdo (Podemos), uma parcela até dos próprios eleitores do [Geraldo] Alckmin que vão migrar para nós. Isso está a cargo do Bolsonaro e da equipe dele. Não me disseram como vão fazer”, afirmou Mourão a jornalistas no saguão de desembarque do Aeroporto JK, em Brasília, nesta segunda-feira (1º/10).

Segundo o general da reserva, a chapa tem sido procurada pelos adversários e está “lançando pontes” para selar acordos pensando no segundo turno. O candidato a vice-presidente não detalhou quem estaria disposto a reforçar a disputa ao lado de Bolsonaro.

A reportagem procurou as assessorias dos partidos Novo e Podemos. O grupo de Alvaro Dias afirmou esperar o apoio de Bolsonaro no segundo, confiando que o candidato irá para o segundo turno, mas que não irá procurar a chapa formada por PSL e PRTB.  A campanha de João Amoêdo, por sua vez, afirmou trabalhar para que o candidato esteja no segundo turno. “Portanto, jamais houve nenhuma conversa sobre alianças ou apoios com nenhum outro candidato ou campanha”, disse em nota.

Mourão fica em Brasília até a manhã de terça-feira, quando retorna para o Rio de Janeiro. Na quarta e na quinta-feira ele deve cumprir agenda em São Paulo. No sábado, véspera de eleição, volta a Brasília, onde irá votar na manhã de domingo, viajando novamente para o Rio, de onde acompanhará o resultado das eleições.

Mourão prefere enfrentar Haddad
Levantamento semanal do banco BTG Pactual encomendado ao Instituto FSB sobre a corrida presidencial mostra Bolsonaro estabilizado com 31% das intenções de voto, às vésperas do pleito em primeiro turno. Em seguida aparece Fernando Haddad (PT), com 24%, em mesmo patamar da última semana.

Para Mourão, o cenário de enfrentar o petista é o ideal. “Eu acho o mais fácil de derrotar”. Ainda segundo o militar, o entendimento dele é o mesmo das pesquisas: se Bolsonaro não vencer no primeiro turno, o segundo será contra Haddad.

Em cenários de segundo turno, Ciro Gomes (45%) está à frente de Bolsonaro (41%), que, por sua vez, aparece com um ponto percentual de vantagem (43%) quando a disputa é contra o petista (42%). Essa pontuação de diferença também ocorre no cenário entre Geraldo Alckmin (42%) e Bolsonaro (41%). O militar da reserva tem 44% contra Marina Silva (39%).

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