Maia afirma que “o Brasil está ficando para trás por causa de vaidade”

Sem citar nomes, o presidente da Câmara dos Deputados usou pautas econômicas como exemplos de conflitos por vaidade

atualizado 30/11/2020 17:37

rodrigo-maia-coletiva-câmara-dos-deputados-11Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, nesta segunda-feira (30/11), que a vaidade de alguns atores políticos do Parlamento e do governo Bolsonaro está prejudicando o Brasil. “O Brasil está ficando para trás porque a vaidade dos homens prevalece em relação à racionalidade e ao bom senso”, declarou.

Segundo o parlamentar, desde o ano passado ele vem tentando pautar alguns projetos, mas “conflitos, vaidades e egos vêm travando”. Sem citar nomes, ele usou pautas econômicas como exemplos de conflitos por vaidade.

“Tiraram três PECs da Câmara. A emergencial estava na Câmara desde 2018, mas a vaidade a tirou da Câmara e jogou no Senado e tenho certeza que vai aprovar nas próximas duas semanas. Depois, travaram a [reforma] tributária e fizeram a gente criar comissão mista, patrocinada pelo governo”, declarou Maia, em entrevista ao UOL.

Ao ser questionado se suas críticas se dirigem ao ministro da Economia, Paulo Guedes, Maia desconversou. “Todo mundo na política é vaidoso, mas alguns merecem um troféu. Em fevereiro vou revelar quem é o ministro mais vaidoso desse governo”, disse ele, em tom de brincadeira.

Apanham e não mudam

Ao final da entrevista, Maia foi questionado sobre a vaidade dos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e afirmou: “O ministro do Meio Ambiente e das Relações Exteriores estão destruindo a imagem do Brasil lá fora. Vaidosos não devem ser, porque estão apanhando e não mudam nunca”, ironizou.

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