Filha de Lula lamenta adiamento de análise do pedido de liberdade

Lurian participou de sessão solene na Câmara dos Deputados para lembrar os 50 anos do levante de Stonewall, marco da luta LGBT

Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

atualizado 24/06/2019 15:42

Ao participar de uma sessão solene na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (24/-6/2019), a filha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lurian Carneiro lamentou o adiamento da análise do pedido de liberdade do petista, feito com base na suspeição do ex-juiz Sergio Moro.

Segundo Lurian, após a divulgação de supostas conversas entre o ex-juiz com integrantes da Lava Jato, entre eles o procurador Deltan Dallagnol, pelo site The Intercept, ela teve esperanças de o pai ser solto.

“Eu não costumo criar expectativa, até porque o sofrimento é muito menor, mas eu tinha esperança de que a Justiça estava começando a valer. Aí a gente lê a notícia de que foi adiado mais uma vez. Mas continuaremos na rua, na luta e na resistência, pedindo por Lula livre”, disse Lurian ao receber uma homenagem.

A sessão ocorreu em homenagem aos 50 anos do levante de Stonewall, nos Estados Unidos, marco da luta LGBT em todo mundo. Lula foi um dos homenageados por apoiar a luta por direitos de homossexuais à frente da Presidência da República.

Ao longo da sessão, Lurian se solidarizou com a viúva de Marielle Franco, Mônica Benício, e afirmou que no Rio de Janeiro, onde mora, duas perguntas não calam e estão ainda sem resposta: quem foram os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e onde está o Queiroz, referindo-se ao ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) investigado por fazer movimentações bancárias suspeitas.

“Queria agradecer a homenagem ao meu pai e dizer que ele estaria muito orgulhoso de participar dessa atividade de hoje. Ele, que é um homem, assim como toda minha família, vítima de preconceito de uma sociedade elitista burguesa. Ele, que chamavam de analfabeto político, sem estudo, foi presidente e começou a conquistar direitos para as minorias, dentre elas o movimento LGBT”, comentou Lurian.

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