Em 2016, Eduardo Bolsonaro culpou “corrupção” pelo preço da gasolina

Na contramão do que disse no passado, com preço médio da gasolina a quase R$ 6, atualmente o clã Bolsonaro culpa governadores pela alta

Durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) culpou “a corrupção” pelo preço da gasolina, que à época estava em média a R$ 3,80 o litro. Em vídeo, o parlamentar aparece em frente a um posto de gasolina, afirmando que a alta foi ocasionada por desvios de dinheiro na Petrobras.

“Somos os donos do petróleo e autossuficientes. Agora você está pagando o preço da Lava Jato, da corrupção do pessoal que desviou da Petrobras”, diz Eduardo a uma mulher que aparece ao seu lado nas imagens e concorda com os argumentos.

Veja:

Eduardo ainda diz que “jogavam a culpa para o mercado internacional”, mas que a elevação no preço tinha apenas um motivo: a corrupção.

“Antigamente, quando subia o preço da gasolina, te falavam que era culpa do mercado internacional. Só que antes o preço do barril de petróleo estava em US$ 150, agora tá em US$ 20 ou US$ 30 e o preço não diminui, porque se fizer isso a Petrobras quebra. Fica aí essa dica”, finaliza.

Agora, com o preço médio do combustível em R$ 6, o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) culpa “a esquerda” pela alta.

Ele segue a lógica do pai, que tem dito, nas redes sociais, que a culpa é dos governadores, por causa do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de cada estado.

“Tá, mas quanto é o ICMS do seu governador? O litro da gasolina custa R$ 1,95 na refinaria“, argumenta Bolsonaro.