CPI da Covid aprova convocação de Ricardo Barros para dia 8 de julho

Segundo Luis Miranda, o presidente Jair Bolsonaro, ao ser avisado da fraude, disse se tratar de um esquema envolvendo o parlamentar

A CPI da Covid aprovou, nesta quarta-feira (30/6), a convocação do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. A convocação, todavia, deve ser convertida em convite por ele ser deputado federal e já ter se colocado à disposição de prestar depoimento à comissão. O depoimento deve ocorrer na quinta (8/7).

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) disse, em depoimento na última sexta-feira (25/6), que, ao denunciar ao presidente Jair Bolsonaro as suspeitas de irregularidades nas negociações da vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, Bolsonaro teria citado Barros como alguém envolvido no caso. Barros nega envolvimento.

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Deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara
Deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara
Ricardo Barros, ex-ministro da Saúde de Temer, é o líder do governo Bolsonaro
Sessão da CPI da Covid-19
CPI da Covid

A empresa, mesmo sem aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), venceu uma licitação para aquisição de medicamentos emergenciais, recebeu o valor de R$ 19 milhões adiantado e não entregou os medicamentos.

Um dos sócios da Global é Francisco Maximiano, também sócio da Precisa Medicamentos, empresa intermediária da Covaxin no Brasil. Após não comparecer ao depoimento na última semana, alegando estar em quarentena, Maximiano deve prestar depoimento na próxima quinta-feira (1°/7).

Barros também nomeou, enquanto ministro, a servidora Regina Célia, apontada pelo servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo, irmão de Luis Miranda, como a pessoa que deu autorização para a negociação, mesmo com falhas nos invoices – nota fiscal com dados de importação-exportação.

Confira a lista de convocados nesta quarta-feira:

  • Adeílson Loureiro Cavalcante, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde
  • Antonio Jordão de Oliveira Neto, médico
  • Antônio José Barreto de Araújo Junior, ex-secretário executivo do Ministério da Cidadania
  • Cristiano Alberto Carvalho, procurador da Davati Medical Supply no Brasil
  • Danilo Berndt Trento, sócio da empresa Primarcial Holding e Participações
  • Emanuel Catori, sócio da Belcher Farmacêutica
  • Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos
  • Gustavo Mendes Lima, gerente de medicamentos da Anvisa
  • Luciano Hang, dono da rede de lojas varejistas Havan
  • Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply no Brasil
  • Marcelo Pires, coordenador de Logística do Ministério da Saúde
  • Marcelo Blanco, assessor do Ministério da Saúde
  • Regina Célia Silva Oliveira, servidora do Ministério da Saúde
  • Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados
  • Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde
  • Robson Santos da Silva, secretário de saúde indígena do Ministério da Saúde
  • Rodrigo de Lima, funcionário do Ministério da Saúde
  • Rogério Rosso, ex-deputado e diretor da União Química
  • Silvio de Assis, empresário
  • Thiago Fernandes da Costa, servidor do Ministério da Saúde
  • Túlio Silveira, representante da Precisa Medicamentos