Chanceler diz que “alguns” se esforçam em prejudicar imagem do Brasil

O ministro das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, deu a declaração na manhã desta terça-feira (2/3), em coletiva à imprensa

Nesta terça-feira (2/3), o ministro das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, acusou opositores do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de fazerem “esforços” para passar uma imagem distorcida do Brasil ao exterior.

“Hoje o que nós vemos, infelizmente, é uma espécie de esforço em algumas correntes políticas do Brasil de criar deliberadamente uma imagem distorcida do Brasil no exterior”, disse o diplomata.

A título de exemplo, Araújo destacou três ocasiões onde, segundo ele, opositores mancharam a imagem internacional do Brasil. Na primeira referência, ele citou um seminário que teria ocorrido na semana passada onde pessoas, “que se dizem analistas de políticas externas”, disseram que existia um “risco na democracia” brasileira e um “retrocesso democrático”.

“Absolutamente não é verdade, nós temos uma democracia vibrante com total independência de poderes”, rebateu.

Classificado como uma “obra de ficção” pelo chefe do Itamaraty, ele ainda mencionou um relatório assinado pela Rede nos Estados Unidos pela Democracia no Brasil – grupo formado por mais de 1.500 acadêmicos e pesquisadores de 234 faculdades americanas – e entregue ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no começo do governo.

O documento de 30 páginas apontava incongruências no governo Bolsonaro, principalmente em políticas ambientais e de direitos humanos.

Por fim, o ministro fez menção a uma carta direcionada ao presidente da França, Emmanuel Macron, e a outros líderes europeus [Alemanha e Noruega]. A carta foi enviada no dia 26 de janeiro e solicitava ajuda: segundo o texto, o Brasil se encontra em uma “dupla calamidade pública: ambiental e de saúde“.

“Quem produz uma imagem que, infelizmente, é ruim e totalmente desqualificada da realidade e que prejudica nossos interesses e nossos acordos são setores que não querem todo esse processo de abertura no qual estamos engajados […] e que sabem que essas relações são transformadoras”, finalizou.