Bolsonaro visita PGR: Aras vai se posicionar sobre celular do presidente

Presidente participava de solenidade de posse de subprocurador quando se convidou para ir à Procuradoria-Geral da República

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu ir a uma cerimônia que estava agendada para ser realizada por videoconferência. O presidente participou, na manhã desta segunda-feira (25/05), da solenidade de posse do subprocurador-geral da República, Carlos Alberto Vilhena, no cargo de Procurador Federal dos Direitos do Cidadão. Vilhena tomou posse ao lado do procurador-geral, Augusto Aras.

Bolsonaro acompanhou parte da reunião em silêncio, e ouviu o discurso do novo subprocurador. O presidente perguntou a Aras se poderia ir até a sede da Procuradoria-Geral da República (PGR) para “apertar a mão” de Vilhena.

“Se me permite a ousadia, se me convidar vou agora aí apertar a mão desse nosso novo integrante desse colegiado maravilhoso da Procuradoria-Geral da República [Vilhena]”, ofereceu o chefe do Executivo.

“Estaremos esperando vossa excelência com a alegria de sempre”, respondeu Aras.

Está na mesa de Augusto Aras o pedido encaminhado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello – feito por partidos políticos – para a apreensão do celular de Bolsonaro.

O pedido provocou reação imediata no Planalto, como a nota do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno.

“O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”, diz trecho da nota do GSI.

O próprio Bolsonaro comentou o pedido de apreensão dizendo que não entregaria o aparelho, mesmo sob ordem judicial.