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Bolsonaro sobre vacina contra Covid em crianças: “É pai que decide”

Em meio à consulta pública e à polêmica sobre exigência de prescrição médica, Bolsonaro disse que vacina para criança não é urgente

atualizado

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Fábio Vieira/Metrópoles
Na imagem colorida, um homem está posicionado do lado direito da imagem. Ele usa camisa escura e olha seriamente para a direita
1 de 1 Na imagem colorida, um homem está posicionado do lado direito da imagem. Ele usa camisa escura e olha seriamente para a direita - Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, na tarde desta sexta-feira (24/12), que as mortes de crianças por Covid-19 não estão em patamar que justifique medida emergencial. Com isso, o mandatário do país repete os argumentos utilizados pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na quinta-feira (23/12).

O chefe do Executivo federal defendeu que a vacinação de crianças precisa ser autorizada pelos pais e só deve ser feita com receita médica.

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“Estão morrendo crianças de 5 a 11 anos para justificar algo emergencial? É pai que decide, em primeiro lugar”, assinalou Bolsonaro, quando questionado sobre a aplicação do imunizante nessa faixa etária. O presidente tem uma filha de 11 anos — Laura.

Queiroga já havia feito declaração semelhante. “Os óbitos de crianças estão absolutamente dentro de um patamar que não implica decisões emergenciais. Ou seja, isso favorece que o ministério possa tomar uma decisão baseada na evidência científica de qualidade, na questão da segurança, na questão da eficácia e da efetividade”, afirmou o ministro na quinta.

De acordo com o titular da Saúde, há “conflitos de interesse” relacionados à liberação da aplicação da vacina da Pfizer/BioNTech em crianças.

Após muita resistência, o Ministério da Saúde informou nesta semana ao Metrópoles que as crianças serão incluídas no plano nacional de imunização contra o coronavírus. No entanto, a pasta deve recomendar que a aplicação da vacina só seja feita com receita médica.

Os estados já reagiram ao anúncio e declararam que não seguirão o governo federal. Ou seja, vacinarão sem fazer essa exigência.

Mortes a cada 2 dias

Apesar das afirmações do ministro da Saúde e do presidente da República, o Brasil registrou 301 mortes de crianças entre 5 e 11 anos em decorrência do coronavírus desde o início da pandemia até o dia 6 de dezembro.

Isso corresponde a 14,3 mortes por mês, ou uma a cada dois dias, segundo dados da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19. Esse é o grupo etário para o qual a Anvisa aprovou a aplicação do imunizante da Pfizer na última semana.

Os dados também mostram que 2.978 crianças receberam diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19, com 156 mortes, em 2020. Neste ano, já foram registrados 3.185 novas infecções e 145 falecimentos. No total, o país contabiliza 6.163 casos e 301 óbitos.

Segundo a Conitec, além dos casos de SRAG por Covid-19, até o último dia 27 de novembro, foram confirmados 1.412 casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica associada à Covid-19 em crianças e adolescentes de zero a 19 anos – entre os diagnosticados, 85 morreram.

Consulta pública

Bolsonaro também disse ter participado da consulta pública do Ministério da Saúde sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. O questionário foi disponibilizado, na noite de quinta-feira (23/12), no site da pasta.

“Eu preenchi, como cidadão. Eu dei minha opinião lá”, declarou o presidente durante conversa com a imprensa no Palácio da Alvorada.

Anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a pesquisa, segundo ele, servirá para a população e pais dos menores. A consulta poderá ser acessada no site do ministério até o dia 2 de janeiro.

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